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por Rodrigo Vianna

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08 de julho de 2013, 14h14

Itamaraty quer explicações dos EUA

Documentos vazados por Edward Snowden, ex-consultor da CIA, revelam espionagem de cidadãos e empresas brasileiras.

do Opera Mundi

O governo brasileiro pediu, neste domingo (07/07), explicações dos EUA sobre a espionagem de cidadãos e empresas do país revelada ontem (06) pelo jornal O Globo, com base em documentos vazados pelo ex-consultor da CIA Edward Snowden, responsável por ceder informações sigilosas de programas de espionagem dos Estados Unidos à imprensa.

O Ministério das Relações Exteriores já entrou em contato com o embaixador norte-americano no Brasil, Thomas Shannon, para cobrar esclarecimentos sobre o assunto e também pediu à embaixada brasileira em Washington para que fizesse o mesmo com o governo de Barack Obama.

O governo federal também vai enviar uma moção à ONU pedindo por mais segurança cibernética, para evitar esse tipo de comportamento por parte de outros países.

A presidente Dilma Rousseff tomou a decisão de como reagir na manhã de hoje, depois de reunião no Palácio da Alvorada, em Brasília, com Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, Gleisi Hoffmann, ministra da Casa Civil, Ideli Salvatti, de Relações Institucionais, José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, Aloizio Mercadante, da Educação, e Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência.

O presidente nacional do PSOL (Partido Socialista), Ivan Valente, anunciou que pretende apresentar um requerimento até terça-feira (09/07) convidando o embaixador Shannon a participar da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, para prestar esclarecimentos. Ele afirmou que a conduta dos EUA é “inaceitável e invasora” e que “as ruas devem execrar e repudiar a atitude de ‘polícia do mundo’” dos norte-americanos.

De acordo com a agência de notícias AP, o porta-voz da embaixada norte-americana no Brasil, Dean Chaves, disse apenas que só o governo em Washington comentaria o caso. Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores brasileiro, Tovar Nunes, disse que, se a espionagem for comprovada, seria uma situação muito grave, à qual o Brasil “responderia de acordo com a gravidade”.


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