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por Rodrigo Vianna

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17 de outubro de 2013, 10h28

Rovai: Datafolha é bom pra todo mundo

O que esses números que são bons para todos querem dizer? De alguma maneira que a eleição presidencial de 2014 está completamente aberta e que todos os candidatos têm chances reais de vitória.

por Renato Rovai no site da Revista Fórum

Pesquisas eleitorais há mais de um ano da disputa costumam ser boas para orientar coligações e ajudar os captadores de recursos a irem atrás de apoio econômico. Em sendo assim, o Datafolha de ontem [12/10] foi bom para todo mundo. Dilma venceria no primeiro turno se a eleição fosse hoje. Resultado alvissareiro visto a partir do que aconteceu no país em junho e julho. E do que ainda está acontecendo, por exemplo, no Rio de Janeiro. Aécio chegou aos vinte pontos,  mais precisamente em 21%. O que é um número excepcional para quem nunca foi candidato a presidente da República. E Eduardo Campos bateu em 15%. Resultado ainda mais surpreendente, posto que o socialista governa um estado menor do ponto de vista federativo. Até Marina saiu-se bem. Os movimentos que fez certamente contribuíram para que a candidatura de Eduardo Campos empinasse e ao mesmo tempo quando seu nome é apresentado ela chega em 29 pontos.

O que esses números que são bons para todos querem dizer? De alguma maneira que a eleição presidencial de 2014 está completamente aberta e que todos os candidatos têm chances reais de vitória. Para quem isso é melhor? Para Eduardo Campos, que até a movimentação de Marina era o azarão dos azarões. Para quem isso é pior? Para Dilma, que por estar governando terá dois candidatos fortes na disputa e pode ter de enfrentar um segundo turno com ambos no mesmo palanque contra ela.

A presidenta tem ainda mais um ano pela frente para governar e resgatar parte da popularidade perdida nas jornadas de junho. A recuperação, no entanto, parece ter perdido o fôlego inicial, levando-se em conta o mesmo Datafolha A aprovação de Dilma aumentou em apenas 2% desde a última pesquisa. Isso pode sinalizar que já houve uma reacomodação das avaliações do eleitor acerca do seu governo. E que muitos que se mexeram para o ruim, péssimo e regular não estão dispostos a lhe conceder um bom ou ótimo se o governo não produzir resultados mais significativos dos que os atuais.

É esse o dado mais importante do Datafolha. O cenário atual parece ser a fotografia mais clara da disputa que virá. E para enfrentar Eduardo Campos e Aécio, tudo o que a presidenta não deve fazer é tratá-los como anões, como sugeriu que sejam em recente entrevista o marqueteiro João Santana. Aécio e Eduardo tem estofo político e capacidade de consolidar um discurso que traga dificuldade para o governo ampliar sua aprovação e garantir mais do que 50% dos votos para Dilma no primeiro e até mesmo no segundo turno.

Ainda é muito cedo para previsões. Mas o fato é que Aécio e Eduardo consolidaram suas candidaturas. E Dilma tem o favoritismo. Mas não pode cair na tentação de achar que governando de maneira conservadora, sem ações polêmicas, mas necessárias, como a do Mais Médicos, que mostrou a força do governo quando quer fazer algo,vai ganhar por W.O.

Não existe mais o tal W.O nesta eleição. Aécio e Eduardo Campos são candidatos fortes.  E hábeis. E ainda têm Marina para cutucar a presidenta.


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