Vermelho: filha de FHC ainda recebe sem ir ao Senado

(texto publicado no Portal Vermelho – http://www.vermelho.org.br/base.asp) Com um salário de R$ 7,6 mil no cargo de secretaria parlamentar, Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, continua recebendo e não comparecendo ao gabinete do senador Heráclito Fortes (DEM-PI) onde está lotada desde abril de 2003. O procurador Marinus Marsico entrou com uma representação no […]

(texto publicado no Portal Vermelho – http://www.vermelho.org.br/base.asp)

Com um salário de R$ 7,6 mil no cargo de secretaria parlamentar, Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, continua recebendo e não comparecendo ao gabinete do senador Heráclito Fortes (DEM-PI) onde está lotada desde abril de 2003. O procurador Marinus Marsico entrou com uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a devolução dos salários recebidos.

Entrevistada pela jornalista Mônica Bérgamo, do jornal “Folha de S.Paulo”, Luciana Cardoso disse que não trabalhava no gabinete do senador porque o espaço “é um trem mínimo e a bagunça, eterna”. Foi com base nesta afirmação que o procurador ingressou com a ação no TCU.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o senador Heráclito respondeu ao Vermelho que a funcionária não precisa dar expediente no Senado. Segundo ele, Luciana Cardoso trabalha em casa na catalogação de documentos e organizando os arquivos pessoais dele.

A filha do ex-presidente FHC, segundo o senador, mora em Brasília e tem autorização dele para fazer seu trabalho de casa. A assessoria não soube informar qual a formação profissional de Luciana e evitou fornecer o contato da secretária. Apenas disse que ela fazia o mesmo tipo de trabalho quando assessorava o pai na Presidência.

Na curta entrevista à Folha, questionada sobre o seu salário, Luciana respondeu: “Salário de secretária parlamentar, amor! Descobre aí. Sou uma pessoa como todo mundo. Por acaso, sou filha do meu pai, não é? Talvez só tenha o sobrenome errado.”

Explicou que sempre estava à disposição do senador. “Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando. Você já entrou no gabinete do senador? Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna. Trabalham lá milhões de pessoas. Mas se o senador ligar agora e falar vem aqui, eu vou lá”, disse.

A entrevista termina quando ela é questionada sobre os serviços que realizava na semana. “Cê não acha que eu vou te contar o que eu tô fazendo pro senador! Pensa bem, que eu não nasci ontem! Preste bem atenção: se eu estou te dizendo que são coisas particulares, que eu nem faço lá porque não é pra ficar na boca de todo mundo, eu vou te contar?”

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(De Brasília,Iram Alfaia)