Segunda Tela

17 de julho de 2019, 19h25

Felipe Neto explica por que apoia o fim do número de curtidas no Instagram

"Conheço pessoalmente a maioria das pessoas consideradas mais belas e com as vidas mais perfeitas do Instagram e digo, com propriedade e sem medo de represálias, que quase todas essas pessoas são completamente diferentes do que vendem por aqui."

(Foto: Felipe Neto/Divulgação)

Nesta quarta-feira (17), o Instagram iniciou um teste no país, ocultando as curtidas nas publicações de seus usuários. Para Felipe Neto, um dos youtubers e influenciadores mais famosos do Brasil, a medida é positiva e pode “diminuir essa disputa vazia de vaidades, essa busca constante de tentar parecer algo que não é”, o que ele diz ser comum na rede social. Com mais de 10 milhões de seguidores no Instagram, Neto afirma que as mentiras propagadas no aplicativo “contribuem diretamente para o aumento de depressão, ansiedade e baixa autoestima em milhões de pessoas por todo o planeta”.

A justificativa do Instagram para tal mudança é “ajudar as pessoas a focar menos nas curtidas e mais em contar suas histórias”. A empresa aponta não querer que as pessoas se sintam em uma competição dentro do aplicativo. “Nesse teste somente o dono do perfil pode ver o número total de curtidas em suas publicações, mas esse número não aparecerá para as demais pessoas”, informa.

“Que esse fim dos likes também traga o fim do facetune, dos retoques desesperados e da máscara de perfeição cobrindo uma vida comum e humana, como qualquer outra. Tomara”, destaca Neto.

A mudança fez o nome do aplicativo ficar entre os principais assuntos comentados no Twitter, os trending topics. O filho 02 de Bolsonaro, o Carlos, foi um dos que reclamou da mudança. “Se isso for real saiba que o intuito é barrar o crescimento dos que pensam de forma independente, ou seja, aqueles que estão rompendo o sistema”, escreveu ele. E O Twitter também anunciou mudanças que já começaram no Canadá. É possível tornar um reply invisível.

Veja também:  Os desafios de comunicar em um mundo sem empatia

Além do Brasil, o fim do likes teve início também na Austrália, Canadá, Irlanda, Itália, Japão e Nova Zelândia.

Confira o que diz Felipe Neto:

“As únicas pessoas preocupadas com o fim dos likes são aquelas que vivem em função deles, ou vendiam campanhas e usavam likes como métrica para alguma coisa (o que é jurássico – quem engaja de verdade não precisa de like pra mostrar que deu resultado). Há anos eu faço campanhas contra o mundo de mentiras tóxicas que é o Instagram. Há anos eu tento mostrar, em posts e vídeos, como o Instagram é uma rede social de falsidades, de uma disputa de vaidade para ver quem cresce mais, só que quase nunca criando conteúdo, apenas vendendo uma ilusão de beleza superficial e inexistente. Conheço pessoalmente a maioria das pessoas consideradas mais belas e com as vidas mais perfeitas do Instagram e digo, com propriedade e sem medo de represálias, que quase todas essas pessoas são completamente diferentes do que vendem por aqui. A remoção dos likes talvez diminua essa disputa vazia de vaidades, essa busca constante de tentar parecer algo que não é, essa necessidade latente de utilizar 800 efeitos em cada foto para que ninguém perceba as imperfeições humanas e naturais de cada um. Essas mentiras que o Instagram propaga contribuem diretamente para o aumento de depressão, ansiedade e baixa auto-estima em milhões de pessoas por todo o planeta, incapazes de se olharem no espelho e sentirem que são tão belas quanto, ou que possuem uma vida tão boa. Que esse fim dos likes também traga o fim do facetune, dos retoques desesperados e da máscara de perfeição cobrindo uma vida comum e humana, como qualquer outra. Tomara. Apenas tomara…”

 

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As únicas pessoas preocupadas com o fim dos likes são aquelas que vivem em função deles, ou vendiam campanhas e usavam likes como métrica para alguma coisa (o que é jurássico – quem engaja de verdade não precisa de like pra mostrar que deu resultado). Há anos eu faço campanhas contra o mundo de mentiras tóxicas que é o Instagram. Há anos eu tento mostrar, em posts e vídeos, como o Instagram é uma rede social de falsidades, de uma disputa de vaidade para ver quem cresce mais, só que quase nunca criando conteúdo, apenas vendendo uma ilusão de beleza superficial e inexistente. Conheço pessoalmente a maioria das pessoas consideradas mais belas e com as vidas mais perfeitas do Instagram e digo, com propriedade e sem medo de represálias, que quase todas essas pessoas são completamente diferentes do que vendem por aqui. A remoção dos likes talvez diminua essa disputa vazia de vaidades, essa busca constante de tentar parecer algo que não é, essa necessidade latente de utilizar 800 efeitos em cada foto para que ninguém perceba as imperfeições humanas e naturais de cada um. Essas mentiras que o Instagram propaga contribuem diretamente para o aumento de depressão, ansiedade e baixa auto-estima em milhões de pessoas por todo o planeta, incapazes de se olharem no espelho e sentirem que são tão belas quanto, ou que possuem uma vida tão boa. Que esse fim dos likes também traga o fim do facetune, dos retoques desesperados e da máscara de perfeição cobrindo uma vida comum e humana, como qualquer outra. Tomara. Apenas tomara…

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