Apps são "a cara" da política de "mais empregos e menos direitos" de Bolsonaro e Guedes, diz Paulo Galo

Líder dos Entregadores Antifascistas, Paulo Lima, o Galo, diz que greve deste sábado (25) é "luta por direitos une essas pautas [antifascistas] e os trabalhadores, e isso está ligado, sim, com a luta contra a precarização"

Trabalhador informal durante chuva em Belo Horizonte (Instagram/@alexandrecmota)
Escrito en BRASIL el

Líder dos Entregadores Antifascistas, Paulo Lima, o Galo, disse em entrevista ao portal iG nesta sexta-feira (24) que a 'uberização' do mercado com a entrada dos aplicativos é "a cara" do discurso de "mais empregos e menos direitos", propagado por Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes.

Leia também: Entregadores de aplicativo organizam segunda greve geral neste sábado

Ressaltando que essa é sua posição pessoal e que os Entregadores Antifascistas são apenas um dos movimentos que participam do "breque dos apps" neste sábado (25), a segunda grande greve da categoria neste mês, Galo diz que o ato é político contra a precarização do trabalho.

"Greve é um ato político, é para dizer que não somos empreendedores, somos trabalhadores e temos que nos unir e construir uma sequência de lutas, espalhar isso pelo mundo e buscar direitos e garantias para nós. A luta por direitos une essas pautas [antifascistas] e os trabalhadores, e isso está ligado, sim, com a luta contra a precarização. A greve em si já é política".

O líder dos entregadores antifas traça um comparativo com o trabalho escravo ao ser indagado qual das empresas seria a pior - "Vai perguntar para o escravo qual fazenda ele prefere. Ele quer é ir para os Palmares" - e afirma ainda que o primeiro grande ato, no dia 1º, foi sentido pelas empresas.

"No dia da greve mesmo o iFood passou no intervalo do Jornal Nacional, da Rede Globo, comercial do patrão querendo limpar a imagem e pagar de bom moço, dizer que trata bem funcionário", afirmou.