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22 de setembro de 2019, 10h04

Alunos de escola pública reproduzem telas de mestres da pintura nos corredores

Projeto que acontece no contra-turno tem mobilizado estudantes e professores. "Estou gostando tanto desse momento, ver os resultados do nosso trabalho, que não penso nos problemas", diz uma das alunas

Divulgação

Um projeto de Artes mantido no contra turno da Escola Municipal Rui Bloem, em São Paulo, tem transformado os corredores da instituição em uma verdadeira galeria, que apresenta desde os expressionistas Van Gogh e Munch, passando por artistas africanos e brasileiros, como Chica Salles e Tarsila do Amaral, respectivamente, além de grafismos indígenas e os contemporâneos Vik Muniz e Basquiat.

“Antes de partir para a reprodução das telas, apresentamos aos alunos a biografia de cada pintor, suas vicissitudes, dores e amores e, dessa forma, eles entendem ao contemplar as obras os sentimentos que foram retratados e, assim, por meio da empatia, fazem a leitura através de suas próprias vivências”, conta a professora Priscila Maria Trentin.

A ideia de transformar os corredores da escola localizada na Zona Oeste da capital paulista em uma galeria surgiu depois dos alunos visitarem a exposição de Tarsila do Amaral, no Masp. Os estudantes do projeto de pintura levaram suas produções à mostra e foram muito elogiados, inclusive por professores de outras escolas que disseram ter vontade de adotar um projeto semelhante.

Com o sucesso das pinturas, foi conseguida uma parceria com a empresa Print 9 para começar a reprodução das telas. De acordo com o diretor da instituição, Rodolfo Pauzer, a escola se caracteriza por projetos que colaboram para a constituição do pensamento crítico. “Focamos na formação cidadã num ambiente em que estudantes professores, funcionários, gestão e comunidade interajam de forma horizontal com a finalidade da construção do conhecimento por meio do compartilhamento das vivências e apoio mútuo”, destaca.

O projeto tem movimentado toda a escola e fomentado a interdisciplinaridade, já que as portas pintadas são acompanhadas por uma ficha com nome, ano, técnica aplicada e dimensões, além de informar a localização atual das obras originais, tudo pesquisado pelos próprios alunos, que tem se mostrado muito envolvidos com a produção.

“Estou gostando tanto desse momento, ver os resultados do nosso trabalho, que não penso nos problemas e me divirto conversando com meus colegas, não queria que acabasse”, diz Bárbara Thaine,  de 15 anos.

Anne Heloisa, de 12 anos, disse que tem gostado muito de participar do projeto e passar as tardes na escola. “Tem sido muito bom estar na escola à tarde inteira em vez de ficar em casa sem fazer nada. Nem me lembro que celular existe”, diz. Os estudantes se reúnem com a professora de Artes as segundas, terças e quintas das 12h00 às 18h30, no contra-turno escolar.

Confira algumas fotos:

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