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09 de janeiro de 2019, 17h35

Após saída de médicos cubanos, índios estão há quase dois meses sem atendimento em aldeia do MT

A aldeia Formoso integra o Distrito Sanitário Especial Indígena de Cuiabá. Ao todo, são cinco distritos em todo o estado e 35 vagas abertas no novo edital do programa Mais Médicos, mas até agora nenhuma foi preenchida

Foto: TVCA/ Reprodução

Desde a saída dos profissionais cubanos, do programa Mais Médicos, há quase dois meses, os indígenas da aldeia Formoso, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, Mato Grosso, estão sem atendimento. O município era o que tinha o maior número de cubanos no estado. Os 15 deixaram o local, de acordo com informações de José Pereira, no G1.

O secretário municipal de Saúde disse que os médicos contratados pela prefeitura darão suporte às aldeias em somente dois dias da semana. São mais de 200 indígenas na aldeia.

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Marina Okenazokaero, de 47 anos, da etnia Paresi, sofre com uma infecção na pele e precisa de tratamento com medicamentos, mas não consegue pela falta de médico na aldeia. Ela sente forte dores e não movimenta o braço esquerdo.

“Vai fazer duas semanas que estou com esse problema. Não consigo fazer nada, não estou comendo nada, com febre constante e muita fraqueza, sem medicamento, sem nada, sem médico. Se tivesse médico já tinha chamado para me atender, mas não tem”, revelou.

Emergência

No caso de uma emergência, os índios têm de se dirigir a cidade mais próxima, que fica a mais de 80 km.

A aldeia Formoso integra o Distrito Sanitário Especial Indígena de Cuiabá. Ao todo, são cinco distritos em todo o estado e 35 vagas abertas no novo edital do programa Mais Médicos, mas até agora nenhuma foi preenchida.

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