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01 de outubro de 2019, 11h34

Aumento das mortes por policiais não tem relação com a redução de crimes, diz estudo

Estudo do Ministério Público do Rio de Janeiro contesta diretamente a política de confronto truculenta do governador Wilson Witzel

Forças Armadas reforçam a segurança no Complexo de favelas da Maré. (Foto: Tania Regô/Agência Brasil

Contrariando os incentivos de Wilson Witzel a uma política de confronto cada vez mais truculenta, um estudo feito pelo Ministério Público do Rio de Janeiro concluiu que o aumento das mortes por policiais não tem relação com a redução de crimes como assassinatos e roubos.

Apesar de ser uma visão historicamente frequente entre agentes da segurança pública do estado, a pesquisa revela que não há relação entre aumento de 16% na letalidade policial e queda de 22% nos homicídios. A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) comentou sobre a pesquisa nas redes sociais.

“Bolsonaro, Witzel e toda a extrema-direita autoritária defendem uma política de segurança pública que joga o povo das periferias e os policiais em serviço no colo da morte. Isso, no entanto, não serve para acabar com a violência, segundo estudo do MP-RJ”, disse.

Como metodologia, o centro de pesquisas do MP-RJ comparou em cada área da cidade a variação da letalidade policial, que bateu novo recorde e cresceu 16% nos oito primeiros meses deste ano (para 1.249), e dos homicídios intencionais, que caíram 22% no mesmo período (para 2.717). Assim, mostrou que não há um padrão entre eles.

Witzel ainda não se pronunciou sobre o estudo. No entanto, é comum em seus discursos que o governador defenda uma política de confronto – que já tirou a vida de seis crianças este ano – para lidar com o tráfico de drogas e armas. No entanto, é comum que tais operações policiais acabem em óbitos.


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