sábado, 19 set 2020
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Caminhoneiros dão ultimato para Bolsonaro, que tem até dia 20 para evitar greve

Apoiadores de Jair Bolsonaro nas últimas eleições, caminhoneiros optaram por aguardar duas importantes demandas da categoria antes de anunciar uma nova greve, postergando a que estava marcada para esta segunda-feira (16). Uma das medidas, no entanto, está prevista para o dia 20 de janeiro, data estabelecida como ultimato para uma possível paralisação.

A primeira das medidas que está no radar dos caminhoneiros será conhecida nesta terça-feira (17), data final para sua publicação no Diário Oficial. A proposta determina o cumprimento das regras de emissão da CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) pelas transportadoras. O documento serve para regulamentar o pagamento do valor do frete ao caminhoneiro. “A empresa que contratar frete abaixo da tabela ficará sujeita a multa de até R$ 5 mil”, afirma Wallace Costa Landim, o Chorão, um dos líderes da greve de 2018.

A segunda medida diz sobre a nova tabela de frete.  “Vamos analisar se o governo vai começar a atender nossas demandas. Desde a paralisação feita no ano passado, nada mudou”, diz o presidente da União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam), José Araújo Silva, o China. A nova tabela de frete será divulgada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e setor espera um reajuste médio em torno de 14%.

China, no entanto, teme que não haja reajuste nos valores pagos aos caminhoneiros. Segundo ele, em audiência pública feita na  ANTT no dia 22 de novembro, os representantes e recusam a negociar aumento para o frete.

Com informações do Estadão.

 

Redação
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