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16 de dezembro de 2019, 11h27

Caminhoneiros dão ultimato para Bolsonaro, que tem até dia 20 para evitar greve

"Vamos analisar se o governo vai começar a atender nossas demandas. Desde a paralisação feita no ano passado, nada mudou”, diz o presidente da União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam)

Foto: Divulgação

Apoiadores de Jair Bolsonaro nas últimas eleições, caminhoneiros optaram por aguardar duas importantes demandas da categoria antes de anunciar uma nova greve, postergando a que estava marcada para esta segunda-feira (16). Uma das medidas, no entanto, está prevista para o dia 20 de janeiro, data estabelecida como ultimato para uma possível paralisação.

A primeira das medidas que está no radar dos caminhoneiros será conhecida nesta terça-feira (17), data final para sua publicação no Diário Oficial. A proposta determina o cumprimento das regras de emissão da CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) pelas transportadoras. O documento serve para regulamentar o pagamento do valor do frete ao caminhoneiro. “A empresa que contratar frete abaixo da tabela ficará sujeita a multa de até R$ 5 mil”, afirma Wallace Costa Landim, o Chorão, um dos líderes da greve de 2018.

A segunda medida diz sobre a nova tabela de frete.  “Vamos analisar se o governo vai começar a atender nossas demandas. Desde a paralisação feita no ano passado, nada mudou”, diz o presidente da União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam), José Araújo Silva, o China. A nova tabela de frete será divulgada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e setor espera um reajuste médio em torno de 14%.

China, no entanto, teme que não haja reajuste nos valores pagos aos caminhoneiros. Segundo ele, em audiência pública feita na  ANTT no dia 22 de novembro, os representantes e recusam a negociar aumento para o frete.

Com informações do Estadão.

 


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