Caminhoneiros fazem protesto em frente ao STF e ameaçam greve nacional por piso mínimo do frete

"É preciso que todas as forças progressistas e democráticas deste país defendam o direito de greve dos petroleiros e caminhoneiros que estão em luta”, afirma em nota a CNTTL

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) apoia o movimento de caminhoneiros que fizeram um protesto em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (18) contra a decisão da corte de deixar fora da pauta há um ano e meio o tabelamento estipulando um piso mínimo do frete rodoviário.

“Esses caminhoneiros têm lutado pelo seu sustento e têm buscado o melhor frete, par dar dignidade a sua família. Hoje estamos à mercê do STF que há mais de dois anos não julga a ação constitucionalidade, movida por aqueles que exploram o frete (CNI e CNA)”, disse, em nota a associação dos caminhoneiros, referindo-se à Confederação Nacional da Indústria e à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

O caminhoneiro autônomo no Rio Grande do Sul, Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da CNTTL está na BR 040, em Luiziana (Goiás).

Dahmer também repudiou a prisão do líder caminhoneiro Alexsandro Viviani, o Italiano, na greve dos no Porto de Santos e anunciou apoio aos petroleiros.

“O Sindicato e os trabalhadores estão pacificamente protestando e faziam o trabalho de convencimento para que os colegas de trabalho aderissem à paralisação que reivindica a aprovação da constitucionalidade do Piso Mínimo de Frete pelo STF . É preciso que todas as forças progressistas e democráticas deste país defendam o direito de greve dos petroleiros e caminhoneiros que estão em luta”, afirmou na nota.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.