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20 de abril de 2019, 21h02

Corintianos pedem para que torcida não faça gritos homofóbicos na final do Paulistão

No primeiro jogo da final, torcedores do São Paulo, assim como inúmeras outras torcidas têm feito nos últimos anos, gritavam "bicha" toda vez que o goleiro do time adversário batia o tiro de meta; ídolo do Corinthians, o comentarista Casagrande abraçou a campanha contra o grito: "Apenas respeite"

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Uma parte da torcida do Cortinthians, nos últimos dias, tem usado as redes sociais para divulgar uma campanha contra gritos homofóbicos na final do Campeonato Paulista, contra o São Paulo, que acontece neste domingo (21).

No primeiro jogo da decisão, a torcida do São Paulo gritou “bicha” toda vez qe o goleiro do Cortinhians batia o tiro de meta. O grito já se tornou comum nos estádios brasileiros e é repetido, também, pela própria torcida corintiana.

“Time do povo, de todos e de todas. Temos LGBTs nas arquibancadas Corinthianas. Não grite bicha, grite Corinthians. Homofobia não é piada”, diz uma imagem divulgada nas redes sociais pelo Coletivo Democracia Corinthiana.

A Gaviões da Fiel, maior torcida do clube, já chegou a se manifestar contra os gritos homofóbicos em 2016. “Nossa torcida vem se adaptando à nossa nova casa e uma nova forma adotada nos setores Leste, Oeste e Sul de “secar” o adversário nas cobranças de tiro de meta do goleiro adversário em todos os jogos é gritando “bicha”. Isso começou em um jogo da Libertadores em 2012, contra o Cruz Azul, do México, em alusão ao que eles fazem lá contra os visitantes, e depois adaptado contra o São Paulo. Agora tornou-se algo incessante. Pois bem, queremos acabar com isso”, diz uma nota divulgada à época.

Ídolo do Cortinhians, o comentarista Walter Casagrande Júnior também abraçou a campanha. “Respeite”, escreveu no Instagram com uma imagem sugerindo substituir o grito de “bicha” pelo grito de “Vai, Corinthians”.

 

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Apenas respeite.

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