Eike Batista é condenado a 11 anos de prisão por corrupção privada

Esta é a terceira sentença contra o empresário, que já acumula 28 anos de prisão, somando as penas anteriores; defesa ainda pode recorrer

A 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro anunciou nesta quinta-feira (11) a condenação do empresário Eike Batista por manipulação com as ações da petroleira OGX.

A sentença foi decretada pela juíza Rosália Monteiro Figueira e determinou que o empresário usou informações privilegiadas para condicionar o cenário do mercado de petróleo e gás a seu favor, razão pela qual recebeu pena de 11 anos e 8 meses de prisão. A defesa ainda pode recorrer da decisão.

Em um trecho da sentença, a magistrada descreve Batista da seguinte forma: “o acusado demonstrou fascínio incontrolável por riquezas, ambição sem limites que o levou a operar no mercado de capitais de maneira delituosa, com extremo grau de reprovabilidade e indiferença à fragilidade de fiscalização do mercado”.

Esta é a terceira condenação de Eike Batista na justiça, todas elas relacionadas a crimes contra o mercado de capitais. Somando todas as penas recebidas, o empresário já acumula 28 anos de prisão, além de 800 milhões de reais em multas. Atualmente, ele se encontra em prisão domiciliar.

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Victor Farinelli

Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).

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