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10 de maio de 2018, 19h36

Geisel manteve ‘política de execução sumária de subversivos’ de Médici

Memorando da CIA divulgado recentemente mostra que documento de 1974 foi endereçado ao secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger; segundo militares, assassinatos de 'subversivos perigosos' deveriam ter continuidade

Por Opera Mundi

O ex-presidente do Brasil Ernesto Geisel, que governou o país entre 1974 e 1979, autorizou que o Centro de Inteligência do Exército (CIE) desse continuidade à “política de execuções sumárias” adotadas durante o governo de Emílio Garrastazu Médici, centralizando a coordenação das ações no Palácio do Planalto, via Serviço Nacional de Informações (SNI). A informação foi divulgada em um memorando da CIA recentemente tornado público.

O documento foi encontrado pelo pelo professor de Relações Internacionais da FGV Matias Spektor. O relatório, enviado em abril de 1974 por William Egan Colbim, diretor da CIA entre 1973 e 1976, para o então secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, descreve o encontro entre Geisel, que havia acabado de assumir a presidência (em 15.mar.1974), os generais Milton Tavares de Souza e Confúcio Danton de Paula Avelino – respectivamente o ex-chefe e o novo chefe do CIE–, e o general João Baptista Figueiredo, então chefe do SNI, que mais tarde também se tornaria presidente.

Durante a reunião, segundo o memorando, o general Milton expôs o trabalho feito pelo CIE durante o governo Médici, destacando os métodos adotados para conter o que chamou de “ameaça subversiva”, em referência aos grupos de resistência política que atuaram no Brasil durante a ditadura militar.

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