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19 de março de 2019, 16h31

Jovem volta de missão no Exército em surto psicótico e família presta queixa

“Entregamos nosso filho para o Exército Brasileiro, era o sonho dele, estava animado e agora está assim. Não responde estímulos, não anda, parece um robô. Meu filho não é um coturno que foi jogado lá e devolvido”, criticou o pai de Felipe Carvalho

Foto: Arquivo de família

Ninguém da família do soldado Felipe da Silva Carvalho, de apenas 19 anos, conseguiu entender ainda o que ocorreu com ele durante os dias em que ficou sob os cuidados do Exército Brasileiro. O rapaz foi envido para uma missão, depois de se alistar no início de março e, em menos de dez dias, retornou em surto psicótico. No momento, Felipe não fala, não anda e nem responde a estímulos.

Gilson Rocha, o pai do soldado, prestou queixa e registrou um boletim de ocorrência. Ele exige explicações do 7° Batalhão de Engenharia de Construção (7° BEC), em Rio Branco, Acre.

Flávio do Prado, comandante do 7° Batalhão de Engenharia de Construção, disse, por intermédio de nota, que o soldado ingressou no Exército no dia 1º de março de 2019 e, com menos de uma semana de atividades, os colegas perceberam que ele passou a apresentar “algumas alterações em seu padrão comportamental”.

O soldado, ainda de acordo com a nota, foi encaminhado para acompanhamento médico no batalhão, onde recebeu a assistência e depois foi encaminhado “para um hospital especializado e recomendando a convalescença domiciliar”.

“Parece uma criança, está travado, foi hospitalizado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Segundo Distrito, no domingo [16], esteve no Hosmac (Hospital de Saúde Mental do Acre) , agora estamos retornando. Meu filho está em estado lastimável e o 7º BEC simplesmente entregou ele”, lamentou o pai.

Esquizofrenia

Ainda de acordo com o pai do rapaz, os médicos não sabem informar ao certo o que o jovem tem, mas suspeitam de um quadro de esquizofrenia. Um psiquiatra pediu um tempo para estudar o quadro do rapaz e dar um posicionamento para a família.

“Não sei o que houve com ele, não sei o que acontece com esses recrutas. Meu filho estava normal antes de ir para lá. Na semana inicial estava bem e foi para esse chamado na Quarta-feira de Cinzas e na sexta aconteceu isso”, disse.

“Entregamos nosso filho para o Exército Brasileiro, era o sonho dele, estava animado e agora está assim. Não responde estímulos, não anda, parece um robô. Repetia que me ama e ama a mãe dele, mas agora não fala mais nada. Meu filho não é um coturno que foi jogado lá e devolvido”, criticou.

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