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17 de julho de 2018, 07h51

Judiciário nega atendimento psicológico à família de menino morto pela polícia no Rio

Juíza nega pedido do advogado de defesa dos parentes de Marcus Vinicius, o adolescente de 14 anos, assassinado em operação policial na Maré com seu uniforme da escola

A juíza Mônica Teixeira, da 1ª Vara da Fazenda Pública, negou o pedido do advogado de defesa da família de Marcus Vinicius, João Tancredo, que pedia atendimento psicológico particular. O advogado requereu os pais, a irmã e os avós recebessem cerca de seis salários mínimos para pagar duas sessões semanais de terapia, tratamento psiquiátrico e medicamentos.

A magistrada determinou que o tratamento seja prestado diretamente pelo Estado. Para Tancredo, a decisão é cruel já que, num estado quebrado, o serviço, na prática, não será prestado. “Caso contrário, não haveria recurso à Justiça. Bastaria ir ao posto de saúde”, afirmou à colunista da Folha de S. Paulo Mônica Bergamo.

Marcus saía da escola no momento em que a Polícia Civil fazia uma operação para cumprir 23 mandados de prisão. O menino foi atingido por um tiro nas costas. Outras seis pessoas foram mortas e duas crianças ficaram feridas.

A blusa do uniforme escolar que Marcus usava naquele dia, manchada de sangue, é agora o símbolo da luta de Bruna da Silva por justiça. Ela tem 36 anos e é casada com o pedreiro Gérson da Silva, de 37 anos. Marcus Vinícius era o filho mais velho. A irmã dele, Maria Vitória, tem 12 anos e continua estudando na mesma escola no Complexo da Maré, o Ciep Operário Vicente Mariano.

 


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