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28 de março de 2019, 21h13

Merendeiras do RJ são demitidas por pedirem aumento; elas ganhavam menos de um salário mínimo

O grupo tentou audiência com o secretário de Educação e, segundo uma das trabalhadoras, ele disse para elas procurarem seus direitos

Nesta quinta-feira (28) um grupo de merendeiras de escolas estaduais do Rio de Janeiro, após um dia inteiro esperando uma audiência com o secretário de Educação, ouviu que ele não podia fazer nada por elas. As trabalhadoras foram demitidas após reivindicarem melhores salários. “Ele mandou que fôssemos atrás dos nossos direitos”, disse uma das merendeiras, que não se identificou.

Na última semana, o grupo fez uma paralisação, pedindo melhoria salarial, porque, segundo elas, recebiam R$ 802,00 mensais, abaixo do salário mínimo.

No mesmo dia, elas foram até a secretaria e durante conversa com Fernandes, que se comprometeu a ajudá-las e que não haveria retaliação. Entretanto, ao deixarem o local, souberam que tinham sido demitidas.

As empresas responsáveis pela terceirização das merendeiras nas escolas estaduais do Rio, desde 2018, diminuíram o quadro de funcionários, o que se traduz em precarização das condições de trabalho.

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