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13 de junho de 2019, 11h11

#MoroTraidorDaPatria é o assunto mais comentado do Twitter no Brasil

Ex-juiz e atual ministro da Justiça de Bolsonaro é criticado por relação vista como inescrupulosa com promotoria na condução da da Lava Jato

Na noite desta quarta-feira (12) o presidente Jair Bolsonaro postou um vídeo ao lado do ministro da Justiça, Sérgio Moro, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, onde teriam sido aplaudidos e ovacionados antes da partida do Flamengo contra o CSA, válida pela Copa do Brasil. Nesta manhã, no entanto, a hashtag mais comentada no Twitter é #MoroTraidorDaPatria, em referência à troca de mensagens entre ele quando era juiz da Lava Jato e os procuradores responsáveis pelas acusações da operação.

Um vídeo muito compartilhado mostra que no estádio não houve somente aplausos e gritos de apoio. No vídeo compartilhado, torcedores ironizam o ministro da Justiça: “Ei Moro, vai cair, hein? Se ferrou, hein, Moro”, falam para o ex-juiz que observa tudo na tribuna de honra do estádio.

A interferência dos EUA no andamento das etapas da Lava Jato, revelada em um diálogo em que Moro diz a Deltan Dallagnol que “a articulação com os americanos está sendo feita” para liberar uma nota fase da operação, é alvo de críticas e ironias. O ex-presidente Lula diz em um trecho da entrevista ao jornalista Glenn Greenwald, diretor do Intercept e um dos autores do Vaza Jato, que tem convicção da participação do Departamento de Estado dos EUA na Lava Jato. Este trecho passou a ser replicado, sobretudo por deputados e senadores do PT, após a nova divulgação das mensagens confirmando a suspeita do petista.

Já o Instituto Lula fez uma sequencia de postagens explicando e expondo o caso. Em um deles, explica o termo em inglês “Lawfare”, ao qual Moro é acusado por fazer uso da Justiça para travar uma guerra política.

Outro criticado é o ministro do STF Luiz Fux. Nas últimas conversas entre Moro e o promotor Deltan Dallagnol divulgadas pelo The Intercept em um programa de rádio, Dallagnol envia a Moro um diálogo com outros procuradores sobre o apoio de Fux ao então juiz da Lava Jato.

Fux comentava a Dallagnol que Teori Zavascki, então relator da Lava Jato e que morreu meses depois em um acidente de avião em Paraty, “se queimou” ao condenar o vazamento feito por Moro dos grampos entre a presidente Dilma Rousseff e Lula. A resposta de Moro foi: “Excelente. In Fux we trust”.

 


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