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05 de março de 2018, 10h56

Nova fase da operação Carne Fraca prende ex-presidente da BRF

Alvo principal da ação é a gigante alimentícia; ex-presidente-executivo global da empresa Pedro de Andrade Faria foi detido

A empresa investigada é a gigante BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, e maior exportadora de carne de frango do mundo – Divulgação

Como parte da 3ª fase da operação Carne Fraca, a Polícia Federal cumpre na manhã desta segunda-feira (5) 11 mandados de prisão e 27 de condução coercitiva, segundo a própria PF divulgou em nota. Uma fonte com conhecimento da operação disse que o alvo principal da ação é a gigante alimentícia BRF. As informações são da Reuters.

O ex-presidente-executivo global da empresa Pedro de Andrade Faria foi preso, segundo o site do jornal O Estado de S. Paulo. A operação Carne Fraca foi deflagrada inicialmente pela PF em março do ano passado, e jogou o setor de proteínas do Brasil em uma grave crise de credibilidade com denúncias de irregularidades na fiscalização de frigoríficos, levando muitos países a suspenderem temporariamente as compras dos produtos nacionais.

Na ação desta segunda-feira, chamada Operação Trapaça, agentes da PF cumprem um total de 91 mandados judiciais nos Estados de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo, segundo comunicado da PF. “As investigações demonstraram que cinco laboratórios credenciados junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e setores de análises de determinado grupo empresarial, fraudavam resultados de exames em amostras de seu processo industrial, informando ao Serviço de Inspeção Federal dados fictícios em laudos e planilhas técnicos”, disse a PF em comunicado, sem identificar a empresa envolvida.

O Ministério da Agricultura disse, também em nota, que a fraude na emissão de resultados de laboratórios privados envolve as análises de bactérias Salmonella spp, presentes principalmente na carne de aves. De acordo com uma fonte com conhecimento da operação, a empresa investigada é a gigante BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, e maior exportadora de carne de frango do mundo.

A operação cria mais problemas para a BRF, que passa por um processo de mudança no seu comando. Os fundos de pensão Previ, do Banco do Brasil, e Petros, da Petrobras, solicitaram que seja convocada uma assembleia de acionistas para eleger um novo conselho de administração, atualmente presidido pelo empresário Abílio Diniz.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, as investigações demonstraram que a prática das fraudes contava com a anuência de executivos do grupo empresarial, e também foram constatadas manobras extrajudiciais operadas por executivos do grupo com o fim de acobertar a prática dos atos ilícitos ao longo das investigações.

“As fraudes operadas tinham como finalidade burlar o Serviço de Inspeção Federal (SIF/MAPA) e, com isso, não permitir que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento fiscalizasse com eficácia a qualidade do processo industrial da empresa investigada”, afirmou a PF.

Segundo o Ministério da Agricultura, entre os procedimentos adotados, a partir de ação conjunta com a Polícia Federal, está a suspensão do credenciamento dos laboratórios alvos da operação e a suspensão dos estabelecimentos envolvidos para exportar para países que exigem requisitos sanitários específicos de controle e tipificação de Salmonella spp, entre outras medidas.

 

 


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