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02 de dezembro de 2019, 12h21

Paraisópolis vivia há um mês sob terror da “operação saturação”, anunciada após morte de PM próximo à comunidade

O massacre foi anunciado no Facebook oficial da PM-SP no dia 2 de novembro, um dia após a morte de um sargento em troca de tiros na região. A partir desta data, as operações da PM no local passaram a ser diárias, com ameaças. “Vamos tocar o terror em Paraisópolis”

Publicação na página oficial da PM-SP anuncia "operação saturação" em Paraisópolis (Reprodução)

Moradores de Paraisópolis relataram à reportagem do site Ponte que viviam há um mês sob o terror imposto por operações sequenciais da polícia na comunidade após a morte do sargento da PM Ronald Ruas Silva, ocorrida em 1º de novembro de 2019 durante uma troca de tiros na avenida Professor Alcebíades Delamare, nas imediações de Paraisópolis.

A chamada “Operação Saturação” foi anunciada no Facebook oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo em nota assinada pelo comandante-geral da corporação, coronel Marcelo Vieira Salles.

“A Polícia Militar inicia, na tarde deste sábado, uma Operação Saturação na comunidade de Paraisópolis. Centenas de policiais militares do Policiamento de Choque, do Policiamento de Trânsito, do Comando de Aviação e dos Batalhões da zona Oeste intensificarão o policiamento para combater o tráfico no local e prender criminosos, sem previsão de término”, anuncia a nota divulgada no dia 2 de novembro, assinada pelo “Cel Salles – Comandante Geral”.

Segundo relatos ouvidos pela Ponte, a partir desta data, as operações da PM no local passaram a ser diárias, com bloqueios de ruas, revistas de pessoas, entradas em casas e comércios, além de ameaças. “Vamos tocar o terror em Paraisópolis” passou a ser um refrão usado por muitos deles, segundo falas dos moradores.

Leia a reportagem completa na Ponte


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