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23 de setembro de 2018, 10h31

PF: Agressor de Bolsonaro agiu sozinho e não recebeu nada para cometer o crime

Investigação da Polícia Federal concluiu que depósitos suspeitos na conta de Adélio Bispo, o homem que esfaqueou Jair Bolsonaro (PSL), vinham de uma rescisão trabalhista

Adelio Bispo dos Santos (Foto: Reprodução )

Com a investigação ainda em andamento, a Polícia Federal concluiu, em relatório divulgado na sexta-feira (21), que Adélio Bispo Oliveira, o homem que esfaqueou Bolsonaro no dia 7 em Juiz de Fora, agiu sozinho e não recebeu dinheiro para cometer o crime.

Os investigadores suspeitavam de um depósito na conta de Adélio dias antes do crime, mas a apuração apontou que o dinheiro vinha de uma rescisão trabalhista de um emprego que teve em Santa Catarina como garçom.

Cartão de crédito e celulares de Adélio também levantaram suspeitas mas, de acordo com a PF, não tiveram qualquer relação e nem foram usados para o crime. A renda que o agressor dispunha para se hospedar em Juiz de Fora também foi considerada compatível coma versão do agressor, que disse que estava temporariamente na cidade procurando emprego.

A conclusão parcial, portanto, é que Adélio não teve a ajuda e nem o incentivo de ninguém para esfaquear Bolsonaro. Ele alega que agiu sozinho por razões políticas e religiosas.

A investigação deve durar ainda até 5 de outubro. O agressor, por sua vez, permanece preso e poderá pegar, após julgado, até vinte anos de prisão.

Bolsonaro segue internado 

O candidato à presidência do PSL segue internado em São Paulo. Neste sábado (22), ele recebeu alta da unidade de terapia semi-intensiva e foi para o quarto.

Ainda não há previsão de quando Bolsonaro poderá ir para casa ou retomar sua agenda de campanha. Saiba mais aqui.

 


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