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28 de fevereiro de 2019, 14h11

Por “relevante serviço social”, Flavio Bolsonaro homenageou consultor de Witzel que foi preso por extorsão

Policial Civil, Flavio Pacca foi preso na manhã desta quinta-feira (28) em ação da Corregedoria, suspeito de integrar um grupo de policiais acusados de extorquir dinheiro de pessoas envolvidas com crimes

Flavio Pacca com o xará da família Bolsonaro, Wilson Witzel e general Mourão (Reprodução/Facebook)

Ex-deputado estadual, o senador Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) fez uma homenagem ao policial civil, Flávio Pacca, em 2005. Consultor do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), Pacca foi preso na manhã desta quinta-feira (28) em ação da Corregedoria, suspeito de integrar um grupo de policiais acusados de extorquir dinheiro de pessoas envolvidas com crimes.

“No dia 28 de outubro de 2005, este policial civil, juntamente com sua equipe, realizou uma operação na Favela da Rocinha para reprimir o tráfico de drogas naquela localidade. A operação foi lograda de êxito, sem baixas de policiais e culminando com a morte de um dos traficantes mais procurados do Estado, conhecido por ‘Bem-Te-Vi'”, diz a moção de Flávio, que se refere à operação que resultou na morte do traficante Erismar Rodrigues Moreira, o Bem-Te-Vi, ex-chefe do tráfico na Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio.

Outro trecho cita que Pacca prestou um “relevante serviço social à população”. “Este policial foi um dos responsáveis por “recuperar” esse marginal, visto que a sociedade tem a certeza de que ele nunca mais estará apto a viciar o filho de ninguém, nem a levar o terror aos cidadãos fluminenses, prestando um relevante serviço social à população”.

Considerado um dos melhores instrutores de tiro da corporação, Pacca era consultor do governador Wilson Witzel na questão do uso de atiradores de elite em incursões policiais e foi candidato a deputado federal nas últimas eleições pelo PSC, mesmo partido de Witzel e do vereador Carlos Bolsonaro.

Em nota, Flávio Bolsonaro diz que “sempre atuou na defesa de agentes de segurança pública, natural ter concedido centenas de homenagens por ações que mereceram reconhecimento. Não há como prever fatos posteriores às homenagens. Porém, aqueles que cometem erros devem responder por seus atos”.

Wilson Witzel afirmou que seu governo “não tolera nenhum ato ilícito, seja de quem for”: “A prisão foi resultado de uma parceria da Corregedoria da Polícia Civil com o Ministério Público e mostra que o meu governo não tolera nenhum ato ilícito, seja de quem for. Que ele tenha seus direitos garantidos, como qualquer cidadão. Mas seja quem for que tenha cometido ou cometa algum ato ilícito ou de corrupção, esta pessoa será punida de acordo com a lei”.

Com informações do jornal O Globo

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