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13 de fevereiro de 2019, 16h21

Secretário de Paulo Guedes defende a Vale e compara Brumadinho à queda de avião

“Eu sou a primeira voz dentro do governo a defender a Vale. Defendo que um gerador de riqueza e emprego que tem um histórico espetacular, já foi penalizada perdendo bilhões de reais”, declarou Salim Mattar

Foto: Reprodução/YouTube

Depois de o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, sair em defesa da Vale e declarar que o crime de Brumadinho foi um “incidente”, o secretário especial de Desestatização e Desinvestimentos, Salim Mattar, responsável pela agenda de privatizações do ministro Paulo Guedes, disse, nesta quarta-feira (13), que não se deve “demonizar” a empresa. Mattar ainda comparou Brumadinho à queda de um avião, de acordo com informações de Manoel Ventura, de O Globo.

“Nós temos uma média de um ou dois grandes aviões (que caem) por ano. Morrem 120, 250 pessoas. Quando acontece um acidente dessa monta pede-se que a diretoria caia, demoniza-se a companhia, ou os órgãos buscam as causas? Em Brumadinho caiu um grande avião, ou dois aviões. Como seria um tratamento de uma companhia aérea?”, comparou.

O crime de Brumadinho, até agora, contabiliza 165 mortos confirmados, com 160 pessoas desaparecidas.

“Eu sou a primeira voz dentro do governo a defender a Vale. Defendo que um gerador de riqueza e emprego que tem um histórico espetacular, já foi penalizada perdendo bilhões de reais. Não deveríamos separar a empresa dos CPFs responsáveis?”, indagou Mattar.

Samarco

No caso de Mariana, há três anos e com 19 mortos, Salim Mattar já havia feito a defesa da Samarco, controlada pela Vale e pela BHP.

“Quando aconteceu o evento da Samarco, eu presenciei e fiquei horrorizado a que ponto chegamos. Eu presenciei a imprensa, Ministério Público, Polícia Federal, sociedade civil como eles destruíram a reputação de uma companhia espetacular chamada Samarco. Nem uma única voz levantou a favor da Samarco se não fosse eu. Demonizaram a Samarco, quando nós devíamos correr atrás dos CPFs, das pessoas que foram responsáveis pelo desastre. A empresa tem que arcar com os aspectos indenizatórios”, completou.

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