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28 de junho de 2017, 11h44

Tatuagem de menino torturado começa a ser removida

Ele deve passar por mais nove sessões, uma vez por mês, até a remoção total.

Ele deve passar por mais nove sessões, uma vez por mês, até a remoção total.

Da Redação*

A tatuagem “Eu sou ladrão e vacilão” começou a ser removida, no último sábado (24), da testa do adolescente de 17 anos, torturado em São Bernardo, após acusação de ter roubado uma bicicleta.

A foto com parte das letras apagadas foi divulgada ontem pela clínica de reabilitação onde o jovem passa por tratamento, a Grand House, em Mairiporã, na Grande São Paulo.

Ele deve passar por mais nove sessões, uma vez por mês, até a remoção total. De acordo com a Grand House, o tratamento a laser é feito gratuitamente por uma clínica do ABC que não quis ter o nome divulgado.

O procedimento é realizado dentro da entidade de Mairiporã, onde o adolescente está internado desde o dia 13 deste mês para tratar sua dependência química em crack e álcool.

A Grand House afirma que a família não pagará nada pelo tratamento, avaliado em R$ 15 mil mensais e previsto para durar seis meses. O processo inclui atendimento psicológico mensal para a mãe do garoto.

A Prefeitura de São Bernardo e a Faculdade de Medicina do ABC também se disponibilizaram logo após o caso a remover a frase e dar tratamento contra as drogas para o jovem, mas a família optou pela clínica particular.

A testa do adolescente foi tatuada por Maycon Wesley Carvalho dos Reis, 27 anos, e filmada pelo pedreiro Ronildo Moreira de Araújo, 29 anos, no dia 9 deste mês em uma pensão na região central da cidade. As imagens ganharam grande repercussão nas redes sociais e chamaram a atenção da família do adolescente. Ele havia saído de casa para morar na rua.

A dupla foi presa em flagrante no mesmo dia e indiciada pela polícia por crime de tortura.

O Ministério Público, porém, alterou a denúncia feita à Justiça para os crimes de constrangimento ilegal, lesão corporal e ameaça.

As defesas dos dois acusados afirmam que pedirão que eles respondam em liberdade pelo que fizeram. O pedreiro já tem passagem pela polícia por roubo.

Em depoimento, os acusados disseram ter se arrependido de tatuar o jovem.

*Com informações do Metro

 


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