Cuba pode vacinar toda sua população ainda em 2021

Segundo presidente da farmacêutica do país, BioCubaFarma, nas próximas semanas 150 mil pessoas receberão doses da Soberana 02

“Cuba será um dos primeiros países do mundo que poderá imunizar toda sua população em 2021, apesar do acirramento nos últimos 12 meses do bloqueio econômico dos Estados Unidos à Ilha.” Esta afirmação é do presidente da empresa farmacêutica cubana BioCubaFarma, Eduardo Martínez Díaz.

Díaz publicou no Twitter a declaração nesta quinta-feira (21) e ainda acrescentou que há uma “forte vontade política do partido e do governo, respaldada pelo trabalho dos cientistas” para que isso ocorra.

Cuba tem cerca de 11 milhões de habitantes e, de acordo com o diretor-geral do Instituto Finlay de Vacinas, Vicente Vérez Bencomo, o país está preparando suas capacidades para produzir cem milhões de doses da vacina injetável Soberana 02 contra a Covid-19.

O grupo BioCubaFarma informou que nas próximas semanas, serão vacinadas mais de 150 mil pessoas com a vacina Soberana 02, em desenvolvimento pelo país. “Isso fará parte do caminho para a imunização em massa, enquanto o teste clínico com a Soberana 02 também começará em crianças.”

De acordo com o Granma, “um teste clínico ampliado de fase II b da candidata de vacina Soberana 02 está sendo realizado na Ilha em pessoas entre 19 e 80 anos, nos municípios de La Lisa e Plaza de la Revolución em Havana”.

Segundo a médica Mayra García Carmenate, coordenadora-pesquisadora do centro clínico 19 de abril, estão sendo aplicadas doses da vacina e placebo. “Após a aplicação da vacina, os eventos adversos são avaliados nas pessoas durante uma hora de observação e, a seguir, ocorre a vigilância ativa com acompanhamento ambulatorial, até o final dos 28 dias. Diante de qualquer reação, o sujeito dirige-se ao posto de guarda instalado no centro clínico, para ser devidamente conduzido pelas dependências correspondentes do sistema de saúde.”

Avatar de Dri Delorenzo

Dri Delorenzo

Jornalista, especializada em Meio Ambiente e Sociedade (FESPSP) e mestre em Comunicação Digital pela UFABC. É editora executiva da Revista Fórum.