Em março, Bolsonaro “participou” por vídeo de carreata da morte em Manaus

Atualmente, cidade vive situação dramática em meio ao colapso do sistema funerário e de saúde por conta da pandemia do coronavírus

O presidente Jair Bolsonaro foi um dos incentivadores das chamadas carreatas da morte – os protestos contra a quarentena – em Manaus. No dia 27 de março, ele “participou” virtualmente de uma dessas carreatas na capital amazonense, que hoje vive situação dramática com colapso no sistema funerário e de saúde.

Durante a carreata, um dos organizadores, o superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) e coronel da reserva do Exército, Alfredo Menezes, que é amigo de Bolsonaro, saiu do carro e mostrou o celular com o presidente em uma chamada de vídeo. O intuito era mostrar a carreata para Bolsonaro e repassar uma mensagem do capitão da reserva aos manifestantes.

De acordo com o próprio Menezes, Bolsonaro disse na vídeo-chamada: ” É isso, aí. Vamos trabalhar!”. A frase, então, começou a ser repetida pelos manifestantes.

Sem espaço suficiente para todos os corpos, a cidade de Manaus vê hoje, um mês após o incentivo de Bolsonaro ao fim da quarentena, um cenário de guerra: cemitérios estão enterrando as pessoas em valas coletivas.

Atualmente, o estado do Amazonas tem 5.254 casos confirmados de Covid-19 e 425 óbitos causados pela doença, a maior parte em Manaus.

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