Fórum Educação
02 de abril de 2020, 22h37

Universidades da China e dos EUA anunciam novas esperanças para enfrentar o covid-19

Enquanto a Universidade de Pittsburgh teve sucesso em primeiras provas de uma vacina, a Universidade de Hong Kong se aproxima de um tratamento que contém os danos provocados pela infecção

Roedores são usados como cobaias em experimentos para combater o coronavírus (foto: Pixabay/RT)

Para quem espera que a comunidade científica encontre soluções para pandemia do coronavírus, duas boas notícias foram conhecidas nesta quinta-feira (2). Uma vem dos Estados Unidos e a outra da China.

A revista EBioMedicine publicou um artigo de cientistas da Universidade de Pittsburgh, que anunciou que os primeiros testes da vacina para o covid-19, realizada com roedores, foi um sucesso, e conseguiu produzir anticorpos específicos que são capazes de neutralizar o novo coronavírus.

Segundo os cientistas, a vacina que desenvolvem contra o SARS-CoV-2 (nome do vírus causador do covid-19), o próximo passo já foi dado, que é o pedido para que o Departamento de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos dê a permissão para os primeiros testes em humanos, que devem ser realizados nos próximos meses.

Enquanto isso, a Universidade de Hong Kong anunciou que também teve sucesso em provas realizadas com hamsters de um tratamento que utiliza plasma sanguíneo de indivíduos curados de covid-19.

Os investigadores experimentaram com 45 hamsters, alguns deles infectados com o coronavírus. Esses roedores possuem grande similaridade com os humanos na proteína ACE2, um receptor através da qual o coronavírus penetra em uma célula hóspede.

Segundo os cientistas, após 4 dias de infecção, os sintomas dos animais doentes se agravaram, mas outros apresentaram melhora após o dia 7, começando a recuperar seu peso e a desenvolver anticorpos contra o vírus.

“O processo dos hamsters foi muito similar ao dos humanos, já que a maior parte deles conseguiu se recuperar”, comentou o professor Yuen Kwok-yung, da equipe de microbiologia da Universidade de Hong Kong.

Posteriormente, os pesquisadores observaram que os animais que não estavam infectados no começo do experimento terminaram sendo contagiados, já que ocupavam a mesma jaula. O processo de contágio e a velocidade de disseminação também foi similar ao que acontece com humanos que moram na mesma casa, por exemplo.

A partir de então, os especialistas extraíram soro sanguíneo dos hamsters recuperados e fizeram transfusões aos que ainda estavam infectados. Assim, observaram que a carga viral (quantidade de partículas do patógeno no organismo) era 10 vezes menor que o nível registrado antes da transfusão.

Assim como no experimento estadunidense, o próximo passo do processo dos chineses é a prova em humanos, injetando plasma sanguíneo de pacientes recuperados. “Isso realmente poderia ajudar na recuperação de pacientes, reduzindo a carga viral dentro dos seus corpos”, concluiu Yuen.

No caso chinês, a autorização para se avançar com a busca dessa cura deverá ser dada pelo Comitê de Ética do Conselho de Medicina do Estado.


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