Bolsonarismo de Zezé de Camargo afasta artistas de série da Netflix sobre sua vida

Artista fechado com Bolsonaro está com dificuldades para arrumar elenco

A produção da série documental da Netflix “É o amor”, com o sertanejo Zezé Di Camargo e sua filha, Wanessa, está com dificuldades com o elenco, segundo informações da jornalista Patrícia Kogut.

Por conta da proximidade do sertanejo Zezé Di Camargo com o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), artistas têm se negado a participar da nova série da Netflix “É o amor”.

A série, que conta também com a participação da filha de Zezé, Wanessa Camargo, será gravada na fazenda da família no interior goiano.

A ideia de contar a história da família por meio de uma produção audiovisual foi do marido de Wanessa Camargo, Marcus Buaiz.

Zezé gostou da ideia: 

“Literalmente, passou o filme… Ter a nossa história contada sob outra ótica, buscar a origem a partir de mim, da minha história, e com a Wanessa junto será algo tão incrível! Temos muito o que contar, cantar, juntar, falar, criar com este time da Netflix e da Ventre Studios que já está com a gente há alguns meses”, destacou. 

Fechado com Bolsonaro

Zezé Di Camargo correu em defesa do presidente Jair Bolsonaro, em maio do ano passado, através de um vídeo em sua conta do Instagram, quando ele foi acusado pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, de interferência na Polícia Federal, para proteger o filho Flávio Bolsonaro.

Na ocasião, Zezé disse: “o presidente tem direito, sim, de tomar as prerrogativas” que acha pertinentes. “É impressionante o que estão fazendo com Bolsonaro. Votei nele na eleição passada e votaria de novo”, apontou. “Discordo da maneira como ele se comunica… é um cara chucro, bronco, mas é muito verdadeiro”, afirma.

“E o acusam de defender os filhos… e eu pergunto: e se estivesse defendendo os filhos? Qual pai não defenderia seu filho em qualquer circunstância?”, questionou. Ele também fez críticas ao poder Judiciário e ao Supremo Tribunal Federal. “O STF deu uma prova absurda que quer ser o único poder. E passar por cima do poder desse país, passando por cima de prerrogativas do presidente e do Congresso”, reclamou, recebendo apoio de alguns fãs que pensam como ele.

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Julinho Bittencourt

Jornalista, editor de Cultura da Fórum, cantor, compositor e violeiro com vários discos gravados, torcedor do Peixe, autor de peças e trilhas de teatro, ateu e devoto de São Gonçalo - o santo violeiro.

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Renato Rovai
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