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11 de março de 2020, 12h42

Harvey Weinstein, magnata de Hollywood, é condenado a 23 anos de prisão por estupro e agressão sexual

A sentença, dada na corte penal estadual de Manhattan, é um desfecho histórico para o #MeToo, e é a primeira vitória na Justiça deste movimento

O ex-produtor de Hollywood, Harvey Weinstein, foi condenado, nesta quarta-feira (11), a 23 anos de prisão, no caso em que era acusado por estupro e agressão sexual. Ele chegou ao tribunal de Nova York para receber a sentença de cadeira de rodas e algemas. Ele podia pegar entre 5 e 29 anos de prisão.

A sentença, dada na corte penal estadual de Manhattan, é um desfecho histórico para o #MeToo, e é a primeira vitória na Justiça deste movimento contra assédio e agressão sexual.

O magnata Harvey Weinstein, 67 anos, foi condenado no dia 24 de fevereiro, passou mal após o término do julgamento, foi submetido a uma cirurgia cardíaca e encaminhado ao presídio de Rykers Island, no Bronx, no dia 5 de março.

O júri considerou Weinstein culpado de agressão sexual em primeiro grau por praticar sexo oral forçado na ex-assistente de produção Mimi Haleyi, em julho de 2006, e por estupro em terceiro grau da ex-atriz Jessica Mann em março de 2013. Ele foi inocentado de outros dois delitos mais graves, que poderiam levá-lo à prisão perpétua: estupro em primeiro grau de Mann e de ser um predador sexual.

Weinstein “mostrou uma atitude de superioridade e uma total falta de compaixão pelo próximo”, escreveu a promotora Joan Illuzzi. Já a defesa pediu ao juiz que aplique a pena mínima, porque Weinstein é um profissional bem-sucedido que ganhou dezenas de Oscars.

“Sua história de vida, suas conquistas, suas lutas são simplesmente notáveis e não devem ser ignoradas, devido ao veredicto do júri”, alegou Illuzzi.

Com informações da AP E AFP


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