quinta-feira, 29 out 2020
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Laerte e Cristina Kirchner rendem homenagens a Quino

O autor dos quadrinhos da Mafalada morreu nesta quarta-feira e teve seu legado lembrado nas redes

As redes sociais nesta quarta-feira (30) foram tomadas por mensagens em homenagem ao cartunista Quino, que faleceu nesta manhã. Autor da personagem Mafalda, ele foi o criador das histórias em quadrinhos mais traduzido da língua espanhola.

A ex-presidenta e atual vice-presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, foi uma das que lamentou a partida do cartunista. Cristina compartilhou um vídeo de 2012, quando rendeu uma homenagem a ele durante a inauguração do Centro Cultural Julio Le Parc, em Mendonza, província onde nasceu Quino.

“Esse homem, permita-me, professor, a partir de Mafalda iluminou toda uma geração. Ela dizia as coisas que não se podiam dizer em uma época em que a palavra estava proibida. Mafalda questionava a sociedade por muitas fortalezas. Mafalda está unida a toda a nossa história, à história dos argentinos.

O perfil oficial da Casa Rosada, residência do governo da Argentina, e o Ministério da Cultura também se manifestaram pelas redes sociais. “Obrigado por sua arte, por seu talento e por seu compromisso com a Argentina. Adeus, Quino”, diz a mensagem da Casa Rosada.

No meio artístico também surgiram homenagens. A cartunista Laerte resgatou tirinhas antigas que fez para Quino e para Mafalda. Em uma delas, de 2014, Laerte “culpa” a personagem pelo seu ingresso nos quadrinhos: “Foi ela, meritíssimo! Que me levou a tudo isto!”.

O escritor Paulo Coelho também se manifestou pelas redes. “Obrigado por tudo, grande professor! (Quino 1932 – 30/09/2020)”, tuitou.

“Quino nos deixou hoje, mas sua filha Mafalda segue com a luta!”, escreveu Carlos Latuff, que produziu uma tirinha em homenagem a Quino.

Ao Uol, o cartunista Adão Iturrusgarai, criador das tirinhas de “Aline”, exaltou o legado de Quino. “Todo cartunista da minha geração foi influenciado pelo Quino. Se não foi, era de outro planeta”, disse.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) também deixou sua homenagem. “Hoje nos despedimos do grande cartunista argentino Quino, criador da Mafalda. Sua obra dialogou com povos de todo o mundo, apresentando grandes reflexões sobre a sociedade em que vivemos, a partir dos olhos de uma menina inteligente, destemida, curiosa e lutadora”, publicou o MST nas redes.

Lucas Rocha
Lucas Rocha
Jornalista da Sucursal do Rio de Janeiro da Fórum.