terça-feira, 27 out 2020
Publicidade

Lucinha Araújo diz que vai fechar a Sociedade Viva Cazuza

A fundação foi aberta por ela em 1990, logo após a morte de seu filho, em decorrência de complicações com o vírus da Aids

Lucinha Araújo, mãe do cantor e compositor Cazuza, anunciou em entrevista à coluna de Ancelmo Gois publicada neste domingo (11), que vai fechar a Sociedade Viva Cazuza até dezembro deste ano.

A Viva Cazuza foi aberta por ela em 1990, logo após a morte de seu filho, em decorrência de complicações com o vírus da Aids.

A fundação já cuidou, até hoje, de 328 crianças portadoras do vírus da Aids: “Tenho 30 anos de dedicação à sociedade e estou com 84 anos. Acho que já cumpri minha missão”.

Ela ainda atende a mais de 15 pacientes soropositivos, por mês, dando remédio e cesta básica.

“Eu continuarei fazendo esse trabalho. Não quero mais a responsabilidade toda que eu tinha. Estou muito velhinha”, afirma.

Proibiu música do filho em manifestação bolsonarista

Lucinha Araújo se manifestou, em maio deste ano, através da Viva Cazuza, contra o uso de músicas de seu filho em manifestações bolsonaristas.

Atos de apoiadores de Jair Bolsonaro, que têm contado com a participação do próprio presidente, contaram com a música “Brasil”, de Cazuza em parceria com George Israel e Nilo Romero, como uma espécie de “música tema” dos protestos. Trata-se da composição com os versos “Brasil, mostra a tua cara/Quero ver quem paga/Pra gente ficar assim”.

Julinho Bittencourt
Julinho Bittencourt
Jornalista, editor de Cultura da Fórum, cantor, compositor e violeiro com vários discos gravados, torcedor do Peixe, autor de peças e trilhas de teatro, ateu e devoto de São Gonçalo - o santo violeiro.