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03 de março de 2019, 12h19

Símbolo da resistência em Copacabana, Alfredinho será velado no Bip Bip, bar que fundou no auge da Ditadura

Alfredo Jacinto Melo, mais conhecido como Alfredinho do Bip Bip,  morreu neste sábado (2), os 75 anos, em casa, enquanto dormia

( Foto: Bip Bip/Divulgação)

Símbolo de resistência e samba em Copacabana, Alfredo Jacinto Melo, mais conhecido como Alfredinho do Bip Bip,  morreu neste sábado (2), os 75 anos, em casa, enquanto dormia. Reconhecido pela sua militância em favor da arte popular, ele comandava o bar fundado no auge da ditadura militar e que se manteve como palco de resistência política até hoje.

O tradicional reduto do samba carioca, o Bip Bip, histórico bar de Copacabana, na Zona Sul do Rio, será palco do velório. O gurufim está marcado para começar às 8h desta segunda-feira (4) de carnaval, com previsão de término às 15h. O enterro será no mesmo dia, às 16h, no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

Na noite deste sábado (2), o Bip Bip lotou. Amigos e frequentadores do bar não hesitaram em homenagear o amigo com aquilo que ele mais gostava: samba. Faltavam sorrisos nos rostos de quem lá estava cantando canções de saudade. Para uns, poderia ser a roda de samba mais triste que já se viu. Para outros, o velório sem corpo presente mais animado que Copacabana registrou nos últimos tempos.

Sistemático, exigia respeito aos músicos e impunha regra para o público acompanhar a cantoria do pequeno bar, localizado na Rua Almirante Gonçalves.

Solteiro e sem filhos, Alfredinho faleceu entre 14h e 16h no apartamento onde morava, segundo informações G1. Neném, como era carinhosamente chamado pelos mais íntimos, já estava com a saúde debilitada e enfrentava complicações na tireoide nos últimos tempos.

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