O que o brasileiro pensa?
17 de junho de 2020, 23h15

Tempos sombrios para ser artista no Brasil, por Miliandre Garcia

“Uma geração que recriou o palco, criou um novo jeito de interpretar, de encenar, que escreveu a história da dramaturgia brasileira, se despede de um Brasil que jamais sonhou viver”

Flávio Migliaccio - Foto: Divulgação

Por Miliandre Garcia*

“Eu tive a impressão que foram 85 anos jogados fora” (Flávio Migliaccio).

Na manhã do dia 4 de maio de 2020, enquanto lia sobre resistência cultural, recebi a notícia do suicídio do ator Flávio Migliaccio. Com os olhos rasos d’água, li sua carta de despedida. Cansado de ser velho nesse país, ele se despediu depositando esperança nas crianças (1).

Mais que uma carta escrita num momento de fragilidade, tratava-se de um texto que depositava esperança no futuro, um ato político no sentido mais amplo que isso possa significar, principalmente se pensarmos na sociedade brasileira hoje, que restringe o campo da política ao Palácio do Planalto e está em sintonia com a moral judaico-cristã que proíbe discutir a prática do suicídio como sintoma de uma época, para além das questões exclusivamente individuais.

Isso é perfeitamente possível e vem sendo feito na Sociologia desde o século XIX. Já apontou Émile Durkheim, no livro O suicídio, publicado em 1897, se “em vez de enxergá-los apenas como acontecimentos particulares, isolados uns dos outros e cada um exigindo um exame à parte, considerarmos o conjunto dos suicídios cometidos numa determinada sociedade durante uma determinada unidade de tempo, constataremos que o total assim obtido não é uma simples soma de unidades independentes, uma coleção, mas que constitui por si mesmo um fato novo e sui generis, que tem sua unidade e sua individualidade, por conseguinte sua natureza própria, e que, além do mais, essa natureza é eminentemente social”. (2).

Muitos sentimentos atravessaram a leitura dessa carta deixada por Flávio Migliaccio, entre eles o de gratidão por acompanhar a trajetória de uma geração tão ímpar na história da cultura brasileira, que atuou ininterruptamente por mais 60, 70 anos, e tristeza em testemunhar o aniquilamento de tantos projetos culturais que buscaram refletir a realidade brasileira a partir de suas raízes mais profundas.

Dias depois, o depoimento de Lima Duarte em homenagem a Flávio Migliaccio, com quem trabalhou no Teatro de Arena desde os anos 1950 e por quem nutria grande amizade (3), deu a dimensão exata da importância dessa geração para a sociedade brasileira. Também evidenciou a enorme frustração desses artistas e intelectuais que se viram e se veem pessoal e profissionalmente descartados, da mesma forma que outrora foram descartados os projetos coletivos de intervenção social dos quais fizeram parte, entre os mais importantes os ligados à produção nacional-popular e aos movimentos contraculturais.

Exemplos de como esses artistas e intelectuais vêm sendo tratados pelos governos e pela sociedade brasileira podem ser vistos nos debates recentes sobre a reforma da Previdência e durante a pandemia do coronavírus.

No primeiro caso, a reforma da Previdência executado pelo governo Bolsonaro em 2019, os idosos foram direta e indiretamente responsabilizados pelo “rombo” no erário público. No segundo, a pandemia do Covid-19, os idosos estão sendo classificados como “grupo de risco” e mais uma vez responsabilizados, só que agora pelo colapso no sistema de saúde.

Recentemente, a superintendente de Seguros Privados do Ministério da Economia considerou positivo para Brasil que as mortes por coronavírus continuassem limitadas à faixa dos idosos.

Incrédula, transcrevo a opinião de Solange Vieira: “é bom que as mortes se concentrem entre os idosos… Isso melhorará nosso desempenho econômico, pois reduzirá nosso déficit previdenciário”. (4).

 Além disso, quem não cumpriu à risca as regras de isolamento espacial, e por razões que essa espécie de linchamento virtual se nega aprofundar, serviu e vem servindo de “entretenimento” gratuito nas redes sociais, expostos a situações vexatórias até mesmo por governantes como Rafael Greca, prefeito de Curitiba. (5).

Se de um lado é assim que os governantes e a sociedade se manifestam no que diz respeito aos idosos, por outro a indústria cultural de modo geral e as emissoras de televisão particularmente, que outrora enriqueceram com as extraordinárias audiências que esses programas televisivos atraíram (telenovelas, séries, programas humorísticos, entre outros), têm rompido ou vêm rompendo com os últimos contratos de trabalho ainda existentes com esses artistas.

Reportagens de jornais noticiaram que, em março de 2020, Stênio Garcia passou mal depois que um funcionário dos Recursos Humanos lhe comunicou sobre a rescisão do seu contrato com a Rede Globo, assinado sem tempo determinado e rescindido sem aviso prévio. (6). Se fosse Pedro a lhe dar um aviso, seu parceiro na série Carga Pesada, o personagem de Antônio Fagundes diria: “É uma cilada, Bino”. (7).

A velhice, sabemos, impõe muitas limitações, físicas principalmente, mas outros problemas vêm tornando essa fase ainda mais delicada no Brasil. No mesmo dia 4 de maio, recebi a notícia da morte do compositor Aldir Blanc, mais uma vítima da peste que assola nossos tempos.

Aldir Blanc, que escreveu a história da música brasileira em letras como O bêbado e o Equilibrista, Mestre-sala dos Mares, Dois Pra Lá, Dois Pra Cá e Resposta ao Tempo, inscrevendo-se simultaneamente na história da luta contra a ditadura militar, despertou a atenção da mídia recentemente porque, devido a complicações do coronavírus, precisou ser transferido para uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Porém, o compositor não tinha acesso ao sistema privado dos planos de saúde e nem ele nem a família tinham como arcar com as despesas médicas em hospitais particulares. (8).

Ao juntar-se a Manuel Fiel Filho, Herzog, Henfil, Betinho e “tanta gente que partiu num rabo-de-foguete”, Aldir Blanc deixou para trás um povo que “chora a pátria, mãe gentil”, mas que acredita, precisa acreditar “que uma dor assim pungente, não há de ser inutilmente, a esperança”.

Esta que hoje e novamente se equilibra no fio esgarçado da história brasileira, marcada pela desigualdade e pelo autoritarismo que tornam toda e qualquer tentativa de mudança mais efetiva instransponível, num movimento contínuo de avanço seguido de retrocesso e mais retrocesso.

No mês anterior, despediu-se também o músico e compositor Moraes Moreira. Faleceu de repente em seu apartamento, vítima de um infarto agudo no miocárdio.

Crítico ao comportamento de ex-integrantes do grupo Novos Baianos que buscavam negar o consumo de drogas pelo grupo no auge do movimento hippie no Brasil, Moraes Moreira disse numa reportagem dias de morrer: “Vamos parar de mentir em nome de Deus! Éramos fãs de Jimi Hendrix, Janis Joplin. Estávamos afinados com a geração daquele tempo. Será que os Beatles fariam músicas tão lindas se não tivessem tomado ácido? Não morremos de overdose porque a gente era esperto, malandro, seguramos a barra. Isso é preconceito de evangélico. Vai votar em Bolsonaro!” (9).

Diante da hipocrisia religiosa que hoje no Brasil encontra respaldo político e vice-versa, a ex-integrante dos Novos Baianos, Baby do Brasil (naquela época Baby Consuelo), busca insistentemente maquiar a experiência vivida impondo uma tradição inventada, porém não consentida por Moraes Moreira que, em virtude de atitudes como estas, talvez tenha partido em paz cantando “pelo buraquinho invadiu-me a casa, me acordou na cama, tomou o meu coração” e “acabou chorare, ficou tudo lindo”. (10). Ou talvez não tenha suportado a ideia de viver sem a presença do seu conterrâneo João Gilberto, padrinho musical dos Novos Baianos, que faleceu no ano anterior. (11).

João Gilberto, que dispensa ou pelo menos deveria dispensar apresentações, não só deixou Moraes Moreira e os Novos Baianos culturalmente órfãos, mas todo um povo que depositou alguma esperança na modernização brasileira, em todos os sentidos que isso possa implicar.

Numa das cerimônias mais comoventes de despedida de um artista, inúmeras pessoas estiveram no Teatro Municipal para dar seu último adeus a João Gilberto, cantando em uníssono Chega de Saudade. Para quem esteve lá fisicamente ou para quem acompanhou ao vivo de longe, a despedida do público foi uma cerimônia comovente e também um evento simbólico que expressou um sentimento coletivo de que dali em diante tudo haveria de ser “só tristeza” e “melancolia que não sai de mim [não sai de nós], não sai”. (12).

Nenhum desses artistas nem outros que partiram recentemente receberam sequer uma nota oficial da presidência da República. Em entrevista a jornalistas, o presidente Jair Bolsonaro parecia mal saber quem era João Gilberto, disse apenas que lamentava a morte de “uma pessoa conhecida”. (13).

Também não houve pronunciamento oficial da Secretaria da Cultura. Em entrevista ao programa de rádio da CNN, Regina Duarte (14) (que ficou conhecida como a “namoradinha do Brasil” por protagonizar personagens como a Viúva Porcina, na novela Roque Santeiro,de Dias Gomes, expoente dessa geração), disse apenas que todos os dias morria gente no Brasil e no mundo, referindo-se à morte dos colegas e às vítimas de coronavírus.

Disse também que não conhecia pessoalmente Aldir Blanc para manifestar qualquer sentimento de perda, ao contrário de artista plástico Francisco Brennand que teve contato mais próximo e até frequentou a sua casa.

Demonstrou com isso um despreparo sem precedentes na Secretaria da Cultura, não mais Ministério da Cultura desde 2019, mal entendendo sua função como secretária numa pasta tão importante, as diferenças entre as esferas pública e privada ou mesmo o lugar desses artistas na história do Brasil e o reconhecimento e as homenagens que a sociedade e o Estado brasileiro deviam prestar a eles.

Diante de tantos comentários desastrosos, difícil saber em qual se concentrar, destacamos um que aqui merece atenção mais detalhada. Isso porque não conseguimos identificar se o comentário irônico era fruto de alienação do indivíduo diante do mundo ou simplesmente da insensibilidade, marca registrada desse governo, ou os dois.

Nessa incômoda entrevista, Regina Duarte afirmou que se fosse demanda da sociedade (esta que no dia da entrevista enterrava mais de 7 mil pessoas mortos por Covid-19, hoje esse número ultrapassa 36, 37 mil como outrora quis o capitão, atual presidente da República, uma guerra civil na qual “tem que morrer 30 mil” (15), que poderia criar uma seção de obituário na pasta sob sua coordenação; mitigando assim e mais uma vez o impacto de evento tão traumático para as sociedades em todo mundo e no Brasil particularmente.

Encerrou a entrevista intempestivamente, irritada com as cobranças da colega Maitê Proença, que de alguma forma representam as demandas do setor por políticas públicas de proteção aos artistas, estes que atualmente vivem em situação de penúria devido ao isolamento espacial.

Não por acaso, o projeto aprovado recentemente na Câmara dos Deputados, buscando minimizar o impacto do coronavírus na área da cultura, foi denominado Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc. (16). Justamente este que não mereceu sequer uma nota de falecimento da Secretaria da Cultura, isso porque não era amigo da secretaria, mas que tanto fez pela história da cultura brasileira, povoando o imaginário de gerações na luta pela liberdade, constantemente sob ameaça.

Nesse contexto político e em meio a uma pandemia, artistas e intelectuais, educadores e jornalistas, mortos ou vivos, nutriram e nutrem uma única sensação: a de que a vida podia até valer a pena segundo Pessoa, mas não no Brasil…

Jovens e velhos, adultos e crianças, pobres e ricos, de direita e de esquerda, vivemos hoje esgotados física e emocionalmente, falta-nos ar, literal e metaforicamente. Sem horizonte de expectativas nos apegamos, sem muita convicção, mas com provas em abundância, a mantras como “vai passar”, “eles passarão” ou hashtags como #EleNão, #ForaBolsonaro, #FiqueEmCasa. Tempos sombrios para todo o mundo, especialmente para nós brasileiros.

Nesse momento delicado pelo qual atravessa a sociedade brasileira, “aceite[m] meu conselho, eu lhe[s] dou de graça”: “mirem-se no exemplo” dessa geração de artistas e em tantos outros artífices da cultura brasileira que optaram por lutar por esse país durante toda sua existência, e que mesmo diante de tantas adversidades (ditaduras, golpes, censuras, tortura, descasos governamentais, desprezo social, autoritarismos de toda ordem) nunca abandonaram sua gente, não “essa gente” desprezível descrita no livro recente de Chico Buarque, (17), mas aquela “gente humilde” “que vai em frente sem nem ter com quem contar”. (18).

Não se trata aqui, e é importante frisar isso, de criar mitos, pois como nação já tivemos experiência suficiente para entender que mito no Brasil não se sustenta por muito tempo, ainda mais se construído por fake news, disparos no WhatsApp e facada mal contada.

Estamos cientes dos (des)caminhos dessa geração, afinal no chão da história nem toda tomada de decisão deriva do heroísmo voluntarioso. De qualquer forma, gostaríamos de prestar as justas homenagens àqueles que nunca viraram as costas para esse país e que nutriram até o fim esperança, nem que só um fio de esperança.

Mesmo despedindo-se de um Brasil que há muito parece se perdeu, esses artistas e intelectuais deixaram-nos o trabalho de uma vida que nos acalentam nos momentos mais difíceis como os que vivemos antes e durante 2020; também a experiência de luta num passado recente que não nos deixam esmorecer diante das adversidades vividas num momento tão complicado. Se valeu a pena, Migliaccio? Eu não teria dúvidas em dizer que sim, tudo vale a pena…

Termino esse texto no dia 3 de junho de 2020, data do falecimento da atriz Maria Alice Vergueiro, aos 85 anos, como Migliaccio. Ela, que comentou com Zé Celso que queria morrer no palco e acabou ouvindo dele algo como “vai tentando que você consegue”, morreu sintomaticamente (não assintomaticamente) numa época em que todos os teatros estão fechados no Brasil.

Uma geração que recriou o palco, criou um novo jeito de interpretar, de encenar, que escreveu a história da dramaturgia brasileira, se despede de um Brasil que jamais sonhou viver, revivendo experiências traumáticas, fantasmas sempre a nos assombrar. Como repetiu inúmeras vezes Zé Celso na encenação de Roda Viva no ano passado: “há um grande cansaço de explicar”. Mesmo assim, explicar é preciso…

(1)CARTA escrita por Flávio Migliaccio antes de morrer é divulgada: “Me desculpem”. Na Telinha, 4 maio 2020. Disponível em: https://natelinha.uol.com.br/famosos/2020/05/04/carta-escrita-por-flavio-migliaccio-antes-de-morrer-e-divulgada-me-desculpem-144563.php. Acesso em: 8 maio 2020.

(2)DURKHEIM, Émile. O suicídio: estudo de sociologia. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

(3)Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=XHkV6GE7yg0. Acesso em: 8 jun. 2020.

(4)Sobre tal afirmação há controvérsias, mas como quem forneceu o relato à agência Reuters, maior agência internacional de notícias, foi oepidemiologista que era chefe do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Julio Croda, e como a reportagem também não foi retirada do ar por um eventual processo ou pedido de reparação, há que considerar a credibilidade dos envolvidos.EISENHAMMER, Stephen; STARGARDTER, Gabriel. Bolsonaro colocou generais para combater coronavírus, e Brasil está perdendo a batalha… São Paulo e Rio de Janeiro, 26 maio 2020. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/reuters/2020/05/26/bolsonaro-colocou-generais-para-combater-coronavirus-e-o-brasil-esta-perdendo-a-batalha.htm. Acesso em: 3 jun. 2020; SENNA, Júlia.De acordo com reportagem, Solange Vieira teria considerado bom que as mortes se concentrem entre os idosos; Susep nega. JRS, 27 maio 2020. Disponível em:https://jrs.digital/2020/05/27/solangevieira-e-bom-que-as-mortes-se-concentrem-entre-os-idosos/. Acesso: 3 jun. 2020.

(5)Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=aKsagbQG42Y. Acesso em 3 jun. 2020.

(6)KRISS, Elba. Stênio Garcia passa mal após confirmação de sua demissão da Globo. Notícias da TV, 31 mar. 2020. Disponível em: https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/celebridades/stenio-garcia-passa-mal-apos-confirmacao-de-sua-demissao-da-globo-35143?cpid=txt. Acesso em: 8 maio 2020.

(7)O bordão apareceu pela primeira vez no 10º episódio da segunda temporada que foi ao ar em 6 de setembro de 2003. Disponível em: https://youtu.be/86WRiqOTf4M. Acesso em: 3 jun. 2020.

(8)PAULUZE, Thaiza. Com suspeita de coronavírus, Aldir Blanc está em estado grave e é transferido para CTI. Folha de S. Paulo, São Paulo, 14 abr. 2020. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/04/aldir-blanc-esta-em-estado-grave-e-familia-faz-vaquinha-para-transferi-lo-de-hospital.shtml. Acesso em: 8 maio 2020.

(9)FORTUNA, Mario. Moraes Moreira responde a Baby do Brasil: ‘Vamos parar de mentir em nome de Deus’. O Globo, Rio de Janeiro, 31 mar. 2020. Disponível em: https://oglobo.globo.com/cultura/moraes-moreira-responde-baby-do-brasil-vamos-parar-de-mentir-em-nome-de-deus-24338512. Acesso em: 20 maio 2020.

(10)Ouvir NOVOS BAIANOS. Acabou chorare. Rio de Janeiro: Som Livre, 1972. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=BoYP5oHMX9I&t=646s. Acesso em: 8 maio 2020.

(11)Ver FILHOS de João – Admirável Mundo Novo Baiano. Henrique Dantas. Brasil: Pipa Filmes, 2008. (76 min.): son., color.

(12)Ouvir JOÃO GILBERTO. Chega de Saudade. Rio de Janeiro: Odeon, 1959. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Fum0TM-PAfM. Acesso em: 8 maio 2020.

(13)FABRINI, Fábio. Bolsonaro lamenta morte de João Gilberto, ‘uma pessoa conhecida’. Folha de S. Paulo, São Paulo, 6 jul. 2019. Ilustrada. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2019/07/bolsonaro-lamenta-morte-de-joao-gilberto-uma-pessoa-conhecida.shtml. Acesso em: 8 maio 2020.

(14)Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=v9gLHrP7RNw&t=549s. Acesso em 3 jun. 2020.

(15)Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=WWOWsUiddhg. Acesso em 3 jun. 2020.

(16)SILVA, Benedita da (deputada federal pelo PT/RJ). Projeto de lei nº 1075, de 2020. Disponível em: https://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento?dm=8115677&ts=1591382148089&disposition=inline. Acesso em: 3 jun. 2020.

(17)Ler BUARQUE, Chico. Essa gente. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

(18)Ouvir CHICO BUARQUE. Chico Buarque de Hollanda – Volume 4. Rio de Janeiro: Philips, 1970. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=hpPmzIO7ehI. Acesso em: 3 jun. 2020.

*Miliandre Garcia é professora e mestre em História, especializada em arte e cultura.

*Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Fórum


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