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30 de setembro de 2017, 12h50

Até a Veja se curva à peça com Jesus trans

Para a colunista, “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu, censurado em Jundiaí por um juiz que viu no texto da dramaturga escocesa Jo Clifford uma iniciativa ‘atentatória à dignidade da fé cristã’, carrega uma mensagem de viés espiritual”.

Para a colunista, “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu, censurado em Jundiaí por um juiz que viu no texto da dramaturga escocesa Jo Clifford uma iniciativa ‘atentatória à dignidade da fé cristã’, carrega uma mensagem de viés espiritual”.

Da Redação*

Até a colunista da Veja, Maria Carolina Maia, correu em defesa do espetáculo “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”, que tem sofrido perseguição e até censura por onde passa. Para a colunista, “os que entendem a religião como um caminho para a tolerância, a harmonia e a união dos povos, o monólogo O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu, censurado em Jundiaí por um juiz que viu no texto da dramaturga escocesa Jo Clifford uma iniciativa ‘atentatória à dignidade da fé cristã’, carrega uma mensagem de viés espiritual”, escreveu.

Para ela, “em pouco mais de uma hora de peça, um Jesus que se assumiu mulher – ‘Vivia como um homem, a tantos séculos atrás’ – relê passagens bíblicas, sempre chamando a atenção do público para aquilo que elas propõem ou que, pelo menos na opinião da britânica Jo Clifford, também ela uma transexual, deveriam propor: perdão, acolhimento e amor”.

No final de seu texto, Maia define:

“Pouco depois, Jesus, que na montagem da diretora Natalia Mallo é vivido (ou melhor, vivida) pela atriz trans Renata Carvalho, lembra da máxima “Ama ao próximo como a ti mesmo”, e a confronta com uma cena de discriminação sofrida na rua por uma travesti”.

*Com informações da Veja

Foto (Renata Carvalho e Natalia Mallo): Divulgação


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