Babá que pulou do terceiro andar diz que era mantida em cárcere privado

Raiana Ribeiro da Silva afirmou que sofria maus-tratos por parte da patroa, Melina Esteves França; antes da tentativa de fuga, ela mandou um áudio para familiares: “Estou sendo agredida”

Raiana Ribeiro da Silva, de 25 anos, pulou do terceiro andar de um prédio no bairro do Imbuí, na quarta-feira (25), em Salvador (BA). A vítima, que trabalhava como babá, estava internada no Hospital Geral do Estado (HGE), com suspeita de fratura nas pernas, mas já recebeu alta.

Ela declarou à Polícia Civil que tomou a iniciativa depois de ser mantida em cárcere privado pela patroa, identificada como Melina Esteves França.

Antes da tentativa de fuga, Raiana enviou um áudio aos familiares, pedindo ajuda.

“Oh, meu Deus, chama a polícia. Eu estou sendo agredida aqui. Estou sendo agredida aqui, nega, no trabalho, no Imbuí. Chama a polícia, chama a polícia, por favor, por favor”, disse.

Segundo o advogado de Raiana, ela morava no município de Itanagra, no litoral norte da Bahia. A jovem achou a vaga de emprego em um site e se mudou para Salvador, após acertar a contratação por telefone com a patroa. Começou a trabalhar na quinta-feira (19).

No sábado (21), a babá avisou a patroa que não continuaria mais no emprego e que iria tentar outro trabalho. A partir de então, Melina começou a agredi-la e a trancou em um banheiro do apartamento, conforme informou a defesa.

Tapas e colher de pau

Uma amiga de Raiana acrescentou que a jovem foi agredida com tapas e com uma colher de pau.

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O advogado da vítima declarou que espera que as imagens das câmeras de segurança provem que Raiana estava sendo mantida em cárcere privado.

Com informações do G1

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.

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