Entrevista exclusiva com Lula
20 de dezembro de 2018, 10h53

Corrida para casamentos homoafetivos aumenta em SP com medo de Bolsonaro

"A gente ficou com receio do novo governo que tá por vir e optamos em apressar as coisas", diz Leandro

Foto: Reprodução

De acordo com matéria do programa Profissão Repórter, comandado por Caco Barcellos, que foi ao ar nesta quarta-feira (19), com medo de que o governo de Jair Bolsonaro (PSL), que toma posse agora em janeiro, altere o Código Civil e acabe com a união de pessoas do mesmo sexo, acontece uma corrida aos cartórios.

No cartório de Santana, na capital paulista, o que mais realizou casamentos homoafetivos na cidade, o oficial de Registro Civil, Vinícius Barbosa Oliveira, fala sobre o aumento: “a gente percebeu um aumento razoável no mês de outubro; foram 13 casamentos, mas o grande salto foi agora em novembro, foram 38 casamentos homoafetivos”, conta.

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“Historicamente, o bairro de Santana é considerado um bairro conservador tanto nos costumes quanto de moral e tanto que na época da ditadura tinha um movimento das chamadas ‘senhoras de Santana’, que eram senhoras que defendiam os valores da tradição, família e propriedade associados ao regime militar da época, então não esperávamos que tivesse um crescimento de casamento homoafetivo nesse segmento. Esse pode ser um sinal que o bairro tá renovando”, diz Vinícius.

O programa entrevistou Valéria Nascimento, que namora há dois anos com a Geovana e decidiram se casar com medo de perder esse direito com o novo governo. “Uns dizem que o Bolsonaro vai tirar, né? Aí nós aproveitamos para casar antes que ele tire, né?”

Edson e Leandro também manifestaram o mesmo medo: “A gente ficou com receio do novo governo que tá por vir e optamos em apressar as coisas”, diz Leandro.

A diretora de diversidade da OAB-SP, Adriana Galvão, entrevistada pelo programa, falou sobre a possibilidade de um novo governo poder reverter a lei.

“Desde 2011, depois com a edição dessa normatização pelo CNJ em 2013, nós já temos uma situação de direitos adquiridos, de segurança jurídica dessas pessoas. Então de uma hora para outra, se o Presidente da República tentar reverter essa situação, isso inevitavelmente será discutido pelo STF. E de que forma o Presidente pode fazer isso? Ingressar com um projeto de lei pra alterar o Código Civíl, só que aí ele também terá que ter aprovação do Congresso Nacional. Se caso isso venha a ser aprovado, o Supremo com certeza vai ser chamado novamente para apreciar essa matéria.”

Assista ao programa e veja a matéria completa aqui.

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