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22 de novembro de 2019, 16h53

Henry Sobel recebe homenagens de ex-presidentes e entidades de direitos humanos

"Sua experiência de vida é uma lição, para cada um de nós, sobre a urgência de manter a coragem", diz trecho da nota do Instituto Vladimir Herzog

Reprodução

A morte do rabino Henry Sobel, nesta sexta-feira (22), gerou inúmeras mensagens de solidariedade pela partida de uma das grandes vozes na luta contra a ditadura militar no Brasil. Entre as diversas pessoas que prestaram homenagens a Sobel estão o ex-presidente Lula, a ex-presidenta Dilma Rousseff e o Instituto Vladimir Herzog. O episódio em que o rabino enfrenta os militares ao negar que a morte de Vladimir Herzog tenha ocorrido por suicídio foi bastante lembrado.

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“Nesse momento de tristeza pela perda do Rabino Henry Sobel, me solidarizo com os seus familiares, amigos, seguidores e admiradores. A contribuição de Sobel para a redemocratização e o diálogo entre religiões no Brasil foi incomensurável. O nosso país é devedor da sua coragem ao recusar a farsa da versão oficial da ditadura de que a morte de Vladimir Herzog teria sido um suicídio”, comentou 0 ex-presidente Lula em nota.

Dilma também destacou a coragem de Sober ao enfrentar o regime militar. “O Brasil perde um homem corajoso. O rabino Henry Sobel defendeu os direitos humanos e, na ditadura, quando mataram Herzog, afrontou seus algozes, com uma cerimônia fúnebre na parte central do cemitério israelita, recusando assim a mentira de que o jornalista tinha se suicidado”, publicou.

Lição

O Instituto Vladimir Herzog recordou a história do rabino e disse que “sua experiência de vida é uma lição, para cada um de nós, sobre a urgência de manter a coragem”. “No caso Herzog, usou sua autoridade e o lugar que ocupava para refutar a narrativa oficial sobre a morte de Vlado. Ele não admitiu que o enterro fosse feito na ala reservada aos suicidas no cemitério israelita. Foi assim que Vladimir Herzog, torturado e assassinado no DOI-CODI, órgão de repressão do governo brasileiro, teve assegurado o direito a um sepultamento que respeitasse os ritos judaicos, parte de sua origem e memória, no Cemitério Israelita do Butantã”, disse a entidade em nota.

A ex-ministra dos Direitos Humanos e atual deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) também prestou condolências. “Hoje faleceu o Rabino Henry Sobel, um lutador por direitos humanos que denunciou de forma incansável e corajosa os horrores da ditadura militar no Brasil. A luta do Rabino Sobel continua, e sua memória vive entre nós”, publicou no Twitter.

 


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