Entrevista exclusiva com Lula
24 de abril de 2018, 15h18

Mulheres fazem ato na Riachuelo contra trabalho escravo e precarização

Ativistas da Marcha Mundial das Mulheres colocaram cartazes nos manequins da loja da avenida Paulista alertando a população sobre o trabalho precarizado a que são submetidas trabalhadoras do setor têxtil ; dono da rede foi um dos articuladores da reforma trabalhista

Foto: Marcha Mundial das Mulheres/Facebook

Ativistas da Marcha Mundial das Mulheres, como parte de uma ação global, realizaram nesta terça-feira (23) um escracho na loja da Riachuelo da avenida Paulista, em São Paulo. As mulheres conseguiram entrar na loja e colocar nos manequins que são exibidos nas ruas cartazes alertando a população sobre o trabalho precarizado a que mulheres do setor têxtil são submetidas.”A indústria da moda explora mulheres” e “trabalho terceirizado, vidas precárias” foram algumas das frases coladas.

O grupo também distribuiu panfletos aos transeuntes que explicavam do que se tratava a ação.

A Riachuelo é alvo de mais de 2 mil ações trabalhistas, que vão de condições precárias de trabalho ao trabalho análogo à escravidão. Em uma delas, a fábrica do grupo foi condenada a pagar R$37 milhões por irregularidades trabalhistas, entre elas a jornada excessiva de trabalho.

O dono da Riachuelo, Flávio Rocha, foi um dos principais articuladores da reforma trabalhista. A Riachuelo, por conta da prática da precarização do trabalho, é vista pela Marcha Mundial das Mulheres como um “laboratório da reforma”, já que a nova legislação autoriza práticas de precarização que já eram exercidas pela rede. Rocha, agora, é pré-candidato à presidência da República pelo PRB.

Ação Global

A manifestação em frente a Riachuelo fez parte de uma ação global da Marcha Mundial das Mulheres. De acordo com o grupo, a cada ano, dia 24 de abril é o dia de 24 horas de solidariedade feminista. Entre 12h e 13h, ativistas da Marcha do mundo inteiro rememoram o desmoronamento do Rana Plaza, que ocorreu em 2013, em Bangladesh, ferindo e matando milhares de trabalhadoras e trabalhadores da indústria têxtil. A ação tem como objetivo denunciar”as empresas que precarizam o trabalho e a vida das pessoas”.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum