Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alesp cobra Metrô por agressão a negro

Homem foi abordado com truculência na frente do filho bebê, em ação semelhante à que provocou a morte de George Floyd, nos EUA; deputado pediu afastamento dos agentes envolvidos

O deputado estadual Emidio de Souza (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), pediu, nesta quinta-feira (21), explicações ao diretor-presidente do Metrô de São Paulo, Silvani Alves Pereira.

A medida foi motivada pela agressão por parte de dois seguranças, que atuavam no local, contra um passageiro negro, na frente de seu filho, um bebê com menos de um ano de idade.

A cena do assassinato de George Floyd nos Estados Unidos, sufocado por um policial, em 2020, em Minneapolis, quase se repetiu. E não foi a primeira vez que se viu esse tipo de ação em São Paulo.

As imagens foram gravadas por outra passageira, que pedia calma aos agentes, enquanto a criança chorava assustada vendo o pai ser agredido.

O vídeo foi compartilhado e circulou por grupos antirracistas, denunciando a ação dos agentes.

Emidio pediu explicações e solicitou que seja aberta uma sindicância para apurar o comportamento dos agentes, que pertencem a uma empresa terceirizada.

Afastamento

“É inadmissível este tipo de comportamento por parte da segurança do Metrô, que é um equipamento público. Os agentes estão lá para proteger as pessoas e não para agredir”, afirmou o deputado.

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No documento enviado ao Metrô, Emidio cobrou o afastamento imediato dos agentes pelo tempo que durar a investigação. O parlamentar também pediu explicações sobre protocolos de abordagem por parte da segurança.

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.

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