Racistas são indiciados por tentar interromper Missa Afro no Rio de Janeiro

A missa-afro acontece há 10 anos na Igreja do Sagrado Coração de Jesus em comemoração ao Dia da Consciência Negra

Quase um ano depois, às vésperas do Dia da Consciência Negra, a Polícia Civil indiciou cinco homens por intolerância religiosa e racismo. Eles são suspeitos de tentar impedir, em 20 de novembro do ano passado, que uma Missa Afro se realizasse em uma igreja na Glória, na Zona Sul do Rio.

Na ocasião, um grupo de fiéis conservadores tentou fazer com que o padre não celebrasse a missa, mas não foi ouvido. Houve uma confusão e a polícia chegou a ser chamada. Apesar do padre celebrar a missa, o grupo permaneceu no local e atrapalhou a cerimônia com orações em voz alta.

A Missa Afro acontece há 10 anos na Igreja do Sagrado Coração de Jesus em comemoração à data e segue o ritual católico, mas também reúne elementos da cultura afro-brasileira.

As seguintes pessoas foram indiciadas por intolerância religiosa e alguns por racismo: Felipe Machado Botelho, Alexandre Guimarães Botelho, Jonatas Santana da Silva, Bruno Farias Mendes e Álvaro Alberto Ferreira Mendes Júnior.

A delegada Márcia Noeli afirmou que “após as investigações, ouvidas tanto as vítimas como as testemunhas e o autor, decidimos indiciar os autores desses crimes, que é ultraje ao culto, bem como a intolerância tanto racial como a intolerância religiosa, porque temos que dar um basta a questão da intolerância e a questão do preconceito racial”.

Com informações do G1

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Julinho Bittencourt

Jornalista, editor de Cultura da Fórum, cantor, compositor e violeiro com vários discos gravados, torcedor do Peixe, autor de peças e trilhas de teatro, ateu e devoto de São Gonçalo - o santo violeiro.