Entrevista exclusiva com Lula
02 de dezembro de 2019, 17h55

A política assassina ultraliberal e a falácia do livre mercado

Entre os balcões do McDonalds e do Burguer King, os nove mortos pela polícia assassina de João Dória e a retaliação protecionista de Trump há uma relação intrínseca, que remete à essência do mais recente movimento do verdadeiro globalismo financeiro

Ganância e sangue: a essência do fascismo ultraliberal (Montagem)

Antes de saber do assassinato dos 9 jovens em Paraisópolis, escrevi um texto com relatos de funcionários das redes de fast food sobre a pressão desumana que sofrem durante a celebração do dia mundial do consumismo – mais uma grande bobagem e enganação copiada por aqui.

As primeiras informações sobre os garotos assassinados são que alguns deles foram ao baile funk depois do trabalho. Acredito que muitos dos que estavam em meio ao massacre em Paraisópolis – comunidade cravada no “nobre” bairro do Morumbi – também são massacrados diariamente por esta face perversa do ultraliberalismo econômico atrás dos balcões das redes de fast food.

Alimentamos – e nos alimentamos – de uma política econômica sobretudo assassina, para ter aquilo que muitas vezes nem precisamos.

A defesa desse movimento econômico ultraliberal também massacrou nesta segunda-feira (2) o discurso da submissa diplomacia brasileira, que verga-se aos interesses do sistema financeiro e das transnacionais, acomodados atualmente sobre a face de Donal Trump.

O presidente dos EUA deu uma lição aos doutrinados olavistas do governo Jair Bolsonaro sobre como funciona o livre mercado ao adotar medidas protecionistas para retaliar as declarações estapafúrdias do ministro da economia que influenciaram diretamente na desvalorização do real frente ao dólar – que forçou o país a dispor de centenas de milhões de dólars das reservas cambiais.

Entre os balcões do McDonalds e do Burguer King, os nove mortos pela polícia assassina de João Dória e a retaliação protecionista de Trump há uma relação intrínseca, que remete à essência do mais recente movimento dos donos do poder financeiro mundial – o verdadeiro globalismo financeiro.

O fascismo ultraliberal que emergiu nos últimos tempos quer acumular dinheiro e poder nas mãos de poucos, gerando mecanismos tecnológicos de exploração do trabalho – passando a falsa sensação do “empreendedorismo” -, impondo medidas protecionistas para os bens já usurpados e controlados e reprimindo violentamente qualquer voz que se contrarie a isso.

Uma essência calcada em ganância e sangue.

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