sexta-feira, 18 set 2020
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Advogado pediu para museu arrancar árvore plantada por Bolsonaro em Jerusalém: “profanação do Holocausto”

Reportagem de Daniela Kresch, no site da Rádio França Internacional neste domingo (7), afirma que um advogado israelense especializado em Direitos Humanos enviou uma carta ao Museu do Holocausto em Jerusalém na última quinta-feira (4) pedindo que a instituição retire a muda de oliveira plantada no local por Jair Bolsonaro.

Na carta, o advogado Eitay Mack alega que Bolsonaro “apoia a tortura” e que seu chanceler, Ernesto Araújo, “publicou um artigo dizendo que o nazismo alemão e o fascismo da Itália foram os movimentos de esquerda”. Por isso, pede que a árvore plantada pelo pesselista seja retirada do Yad Vashem, “para evitar a profanação da memória do Holocausto e a memória de muitos movimentos de esquerda na Alemanha, que foram perseguidos e assassinados pelos nazistas”.

“Jair Bolsonaro, da extrema direita, demonstrou apoio à tortura, à volta da ditadura militar, à violência contra as mulheres, ao extermínio da população nativa, ao assassinato de membros da comunidade LGBTQ e de esquerda. Ele afirmou que ele preferia ser comparado a Hitler do que a um homossexual, disse que Hitler era um grande estrategista”, diz a carta.

O diretor de Relações Internacionais e Relações Governamentais do Yad Vashem, Yossi Gvir, respondeu no mesmo dia, numa rapidez pouco usual para o museu. A instituição negou o pedido do advogado, mas deu a entender que a considera “errônea” a declaração do presidente e do ministro das Relações Exteriores do Brasil.

“A visita guiada do presidente do Brasil no Yad Vashem, como todas as visitas guiadas realizadas por guias do Yad Vashem, foi profissional e baseada em fatos históricos documentados e confirmados. Portanto, fica claro que a declaração errônea do presidente, depois de deixar o Yad Vashem, não aconteceu com base as informações passadas a ele durante sua visita”, declarou.

Redação
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