sábado, 31 out 2020
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Amazônia ou Bolsonaro? campanha mundial pressiona pela preservação da floresta

Amazônia ou Bolsonaro: de que lado você está. Essa é a pergunta da campanha internacional lançada nesta terça-feira (8), em pelo menos cinco idiomas, em defesa da floresta e dos indígenas dos países da Amazônia. Na segunda-feira (7), militantes americanos e brasileiros uniram os feriados do 7 de setembro e do Dia do Trabalhador, que este ano caíram na mesma data, e fizeram um pré-lançamento em Nova York que terminou com quatro ativistas presos. Eles escalaram o globo que fica ao lado de um dos edifícios de Donald Trump, em Nova York, e abriram uma faixa exigindo justiça climática.

O globo do Columbus Circle é uma marca da cidade. Daquelas que as pessoas usam como referência para se encontrar na rua. Ele foi erguido ali quando Donald Trump e um grupo de investidores compraram o prédio, no mesmo terreno e ergueram o Trump International Hotel and Towers. No projeto original, o globo teria cinco letras douradas, enormes: T R U M P. A cidade achou um muito e vetou o projeto. Nos últimos anos, a área se tornou ponto de encontro de manifestantes ou parada obrigatória de passeatas que percorrem a avenida Central Park West, que beira o parque.

 

Neste feriado não foi diferente. Diante do edifício, a passeata que saiu do Central Park se concentrou diante do globo e com a ajuda de uma escada, quatro manifestantes subiram para abrir a faixa. Foi o ápice de um protesto que começou dentro do parque em uma mescla de luto, reverência e poucos discursos. O protesto começou com a encenação da floresta em chamas e muito sangue derramado em nome do dinheiro. Uma performance do grupo Anarko Art Lab. E foi o pontapé inicial para um mês inteiro de agitação em defesa da Amazônia.

Camisetas com os dizeres Black Lives Matter se juntaram a adesivos verdes com os dizeres, em inglês: “Nós queremos viver”. Essa é uma questão para muitos jovens hoje, aqui nos Estados Unidos. Eles já dizem, abertamente, que não terão filhos porque temem o fim da nossa espécie no planeta mais depressa do que muitos idosos imaginam. Por isso as organizações Extintion Rebllion se uniram a outras como Global Territories Alliance, Defende Democracy in Brazil e estão pedindo à população mundial que pressione grandes empresas corresponsáveis pela destruição da Amazônia na campanha Defund Bolsonaro, ou retire as verbas de Bolsonaro. A ideia é pressionar as empresas a olharem toda a cadeia de produção na qual estão inseridas. E cancelarem as compras de produtos que têm participação na destruição da floresta. Ao longo deste mês de setembro, moradores de Nova York e de capitais europeias vão ouvir mais e mais esse discurso.

Protesto em Nova York (Fotos: Heloisa Villela)

Heloisa Villela
Heloisa Villela
Correspondente da Fórum em Nova York.