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20 de fevereiro de 2020, 10h55

Atentados terroristas da extrema-direita deixam 11 mortos na Alemanha

Segundo o periódico Der Spiegel, investigadores encontraram um bilhete escrito por uma das pessoas que teria participado do atentado, em um veículo estacionado próximo a um dos bares. A carta teria uma mensagem que reivindica a autoria do crime.

Polícia alemã na cidade de Hanau, após atentado terrorista (foto: Youtube)

A cidade de Hanau, no oeste da Alemanha, foi cenário de dois ataques terroristas realizados na noite desta quarta-feira (19) a bares frequentados por imigrantes, que produziram 11 vítimas fatais, além de 5 feridos.

Segundo as autoridades alemãs, o fato de que os dois locais afetados são bares de cultura árabe, e frequentados majoritariamente por imigrantes, leva a conclusão de que se trataria de um crime de ódio, praticado por um grupo de extrema direita.

Segundo o periódico Der Spiegel, investigadores encontraram um bilhete escrito por uma das pessoas que teria participado do atentado, em um veículo estacionado próximo a um dos bares. A carta teria uma mensagem que reivindica a autoria do crime. Contudo, a identidade do assassino ainda não foi revelada – só se sabe que seria uma pessoa que possui licença de caça.

Hanau é uma pequena cidade de não mais de 100 mil habitantes, que fica a 25 quilômetros de Frankfurt, a metrópole da região. Em entrevista à imprensa local, o prefeito de Hanau, Claus Kaminsky, disso que “esta foi uma noite terrível, que, lamentavelmente, ficará marcada na memória desta cidade por muitíssimos anos”.

O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, também publicou uma mensagem, lamentando o atentado. “O meu profundo pesar e minha compaixão vão para as vítimas e para seus familiares. Desejo aos feridos uma rápida recuperação. Estou do lado de todas as pessoas ameaçadas pelo ódio racista. Elas não estão sozinhas”, comentou.

Por sua parte, a chanceler Angela Merkel também manifestou suas condolências aos familiares das vítimas, e confirmou que a principal suspeita é de um ataque de um grupo de extrema-direita. “É um dia muito triste para o nosso país, porque pessoas morreram, vítimas do racismo (…) o racismo é um veneno, o ódio é um veneno. Este veneno existe na nossa sociedade, e já causou crimes demais”, afirmou a mandatária.

Os ataques de grupos de extrema direita vêm se tornando uma das grandes preocupações das autoridades alemãs nos últimos tempos. Em outubro de 2019, na cidade de Halle, um homem armado matou duas pessoas em um atentado contra uma sinagoga na cidade de Halle, durante a celebração do Yom Kippur, principal feriado judaico.

Há cerca de 10 dias

A cidade de Hanau, no oeste da Alemanha, foi cenário de dois ataques terroristas realizados na noite desta quarta-feira (19) a bares frequentados por imigrantes, que produziram 11 vítimas fatais, além de 5 feridos.

Segundo as autoridades alemãs, o fato de que os dois locais afetados são bares de cultura árabe, e frequentados majoritariamente por imigrantes, leva a conclusão de que se trataria de um crime de ódio, praticado por um grupo de extrema direita.

Segundo o periódico Der Spiegel, investigadores encontraram um bilhete escrito por uma das pessoas que teria participado do atentado, em um veículo estacionado próximo a um dos bares. A carta teria uma mensagem que reivindica a autoria do crime. Contudo, a identidade do assassino ainda não foi revelada – só se sabe que seria uma pessoa que possui licença de caça.

Hanau é uma pequena cidade de não mais de 100 mil habitantes, que fica a 25 quilômetros de Frankfurt, a metrópole da região. Em entrevista à imprensa local, o prefeito de Hanau, Claus Kaminsky, disso que “esta foi uma noite terrível, que, lamentavelmente, ficará marcada na memória desta cidade por muitíssimos anos”.

O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, também publicou uma mensagem, lamentando o atentado. “O meu profundo pesar e minha compaixão vão para as vítimas e para seus familiares. Desejo aos feridos uma rápida recuperação. Estou do lado de todas as pessoas ameaçadas pelo ódio racista. Elas não estão sozinhas”, comentou.

Por sua parte, a chanceler Angela Merkel também manifestou suas condolências aos familiares das vítimas, e confirmou que a principal suspeita é de um ataque de um grupo de extrema-direita. “É um dia muito triste para o nosso país, porque pessoas morreram, vítimas do racismo (…) o racismo é um veneno, o ódio é um veneno. Este veneno existe na nossa sociedade, e já causou crimes demais”, afirmou a mandatária.

Os ataques de grupos de extrema direita vêm se tornando uma das grandes preocupações das autoridades alemãs nos últimos tempos. Em outubro de 2019, na cidade de Halle, um homem armado matou duas pessoas em um atentado contra uma sinagoga na cidade de Halle, durante a celebração do Yom Kippur, principal feriado judaico.

Há cerca de 10 dias, a polícia alemã prendeu dezenas de militantes de uma célula terrorista de extrema direita, que estaria planejando atentados contra mesquitas e sinagogas em várias regiões do país. As autoridades alemãs estão investigando se esses presos teriam relação com os autores do crime desta quarta, em Hanau.

, a polícia alemã prendeu dezenas de militantes de uma célula terrorista de extrema direita, que estaria planejando atentados contra mesquitas e sinagogas em várias regiões do país. As autoridades alemãs estão investigando se esses presos teriam relação com o autor do crime desta quarta, em Hanau.


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