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17 de setembro de 2019, 20h22

Boca de urna mostra desvantagem de Netanyahu nas eleições de Israel

De acordo com três pesquisas, no entanto, a única chance do opositor Gantz ou o atual premiê conseguirem maioria no Parlamento seria formando ampla aliança que incluísse o partido ultranacionalista Yisrael Beiteinu, pivô da convocação destas eleições

Netanyahu e Bolsonaro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Por Opera Mundi 

As pesquisas de boca de urna das eleições parlamentares em Israel, divulgadas nesta terça-feira (17) mostram uma disputa acirrada entre o premiê Benjamin Netanyahu e o oposicionista Benny Gantz – duas delas chegam a colocar a coalizão centrista Azul e Branco, de Gantz, com mais assentos que o conservador Likud, de Netanyahu.

A boca de urna do Canal 13 coloca a Azul e Branco como vitoriosa, com 33 dos 120 assentos do Parlamento. O Likud aparece em segundo lugar, com 31. Já o Canal 12 atribui 34 cadeiras a Gantz e 33 a Netanyahu, enquanto a emissora pública israelense aponta empate de 32 a 32.

De acordo com as três pesquisas, no entanto, a única chance de o premiê conseguir maioria no Parlamento é formar uma ampla aliança que inclua o partido ultranacionalista Yisrael Beiteinu, do ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman, que já impediu o nascimento de um novo gabinete após as eleições de abril passado. O mesmo cenário acontece com a Azul e Branco, que não reuniria 61 assentos (a maioria necessária) nem mesmo com o apoio dos partidos árabes e de centro-esquerda.

Esta é a segunda eleição do ano no país. Na primeira, em abril, o mesmo cenário se apresentou, mas com cada uma das coalizões aparecendo com mais assentos do que hoje: o Likud e o Azul e Branco apareciam, cada um, na faixa entre 33 e 37 assentos. O resultado final deu a Netanyahu 38 cadeiras, contra 35 de Gantz.

Em maio, frente à indefinição sobre quem comandaria o governo, o Knesset (o Parlamento israelense)  aprovou sua dissolução e a realização de um novo pleito.

Bibi, como é conhecido o premiê, manteve negociações com diversos partidos da direita, principalmente com o Yisrael Beitenu, legenda direitista liderada por Lieberman. Tanto o Yisrael Beitenu quanto os partidos ultraortodoxos rejeitaram as propostas de Netanyahu.

O abandono do partido de Lieberman da base governista rachou a coalizão pretendida pelo Likud, partido do premiê, e abriu incerteza quanto ao futuro de Netanyahu à frente do governo.


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