Bolsonaro enfrenta protesto e repete bordões em visita ao museu do Holocausto; veja vídeos

No Bosque das Nações, onde Bolsonaro foi após a visita ao museu, dois jovens israelenses seguravam cartazes em português com os dizeres: “ Proteger a Amazônia” e “Tolerância entre humanos e natureza”. Eles foram repreendidos pela polícia de Israel

 Por Pedro Moreira, de Jerusalém, especial para a Fórum

Jair Bolsonaro enfrentou protesto de um grupo de pessoas que portavam cartazes alusivos ao golpe de 64 e imagens da vereadora Marielle Franco (PSol) – pedindo “Justiça” no caso do assassinato da política carioca – durante visita ao centro de memória do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém, nesta terça-feira (2).

O grupo ainda gritava palavras de ordem em hebraico. “Vergonha, o Fascismo não passará. Bolsonaro vá embora daqui, Brasil e Israel merecem coisa melhor”, diziam, falando nomes de militantes judeus mortos pela ditadura.

Em breve discurso, de menos de 2 minutos, Bolsonaro disse que o local é propício para “fazer exame de consciência”, repetindo a passagem bíblica de seu discurso de posse – “conheceis a verdade e a verdade vos libertará” – e o bordão que ele diz ser de sua “autoria”, e que foi escrito nos livros pelos lugares onde passou.

“Aquele que esquece seu passado, está condenado a não ter futuro”, disse, complementando após breve pausa: “Eu amo Israel”.

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No local chamado Hall da memória, em que estão escritos no chão os nomes dos campos de concentração nazista, Bolsonaro assistiu à apresentação de um coral infantil, acionou a chamada chama eterna, depositou flores em nome do povo brasileiro e assinou o livro de visitantes.

O capitão visitou o Museu do Holocausto como parte da agenda do terceiro dia da visita oficial que faz a Israel. Em seu site, a instituição traz um breve histórico sobre a ascensão do partido nazista, que é classificado como um dos braços dos “grupos radicais de direita”. Bolsonaro está acompanhado do ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que defende a tese propagada nas redes sociais de que o nazismo é de esquerda.

No museu, encontra-se o maior acervo relacionado ao genocídio de cerca de seis milhões de judeus na Europa pelo regime alemão Nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

A entidade foi criada em 1963, mas o prédio atual, de 4.200 metros quadrados e arquitetura arrojada é de 2005.

O museu tem dez salas de exposição e uma coleção que inclui testemunhos, objetos pessoais das vítimas, sobreviventes e daqueles que lutaram contra o nazismo.

Bosque das Nações
Na sequência, a comitiva seguiu para uma área próxima, chamada Bosque das Nações. Ali, Bolsonaro inaugurou uma placa com o nome dele. A cerca de duzentos metros, dois jovens israelenses, um homem e uma mulher, seguravam cartazes em português com os dizeres: “ Proteger a Amazônia” e “Tolerância entre humanos e natureza”.

A Policia israelense afastou os dois da área em que as autoridades passariam.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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Renato Rovai
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