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13 de novembro de 2019, 09h08

Brasileiros fardados fazem parte de grupo que invadiu embaixada da Venezuela, diz deputado: “É uma milícia contratada”

Segundo Paulo Pimenta (PT-RS), que está no local, os invasores têm aparência de "lutadores de academia" e "tudo leva a crer que foram pessoas contratadas, milicianos para fazer essa invasão"

Deputado Paulo Pimenta (Reprodução)

O deputado federal Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, conseguiu entrar na Embaixada da Venezuela em Brasília e revelou na manhã desta quarta-feira (13) que brasileiros fazem parte do grupo que invadiu o local.

“Recebemos um comunicado hoje por volta das 5h30, 6h, de que a Embaixada da Venezuela havia sido invadida por um grupo de brasileiros e venezuelanos. As pessoas que fizeram essa invasão estão fardadas, claramente não são representantes do povo, representantes diplomáticos. Todos eles têm estilo de lutadores de academia e tudo leva a crer que foram pessoas contratadas, milicianos para fazer essa invasão”, afirmou o parlamentar do PT por volta das 8h40.

A Embaixada da Venezuela em Brasília foi invadida na manhã desta quarta-feira (13). O encarregado de negócios da Venezuela divulgou áudio em que pede ajuda dos movimentos sociais e dos partidos políticos. “O território venezuelano está sendo invadido”, disse, em áudio divulgado pelas redes sociais.

Guaidó
Em nota emitida na manhã desta terça-feira (13), Maria Teresa Belandria Expósito, que foi designada como “embaixadora” pelo autoproclamado presidente Juan Guaidó, que é reconhecido pelo governo Jair Bolsonaro, emitiu nota dizendo que funcionários da embaixada teriam aberto as portas para “entregar voluntariamente a sede diplomática a representação legitimamente reconhecida pelo Brasil”.

Pelas redes sociais, a deputada federal Erika Kokay diz que o caso pode desencadear uma crise diplomática com o país vizinho. “No dia do encontro da Cúpula dos BRICs, com presença da China e da Rússia, grupelhos fascistas invadem a embaixada da Venezuela, em Brasília.O ato criminoso pode desencadear uma crise diplomática sem precedentes”.

Segundo Jandira Feghali (PT-RJ), a ação foi programada justamente para acontecer nesta quarta-feira, quando o governo federal fechou acessos à região por causa da reunião dos Brics.

 


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