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26 de outubro de 2019, 16h13

Chile nas ruas: Milhares cantam música de Víctor Jara, um dos artistas fuzilados pela ditadura Pinochet

Victor Jara, que foi preso, torturado, teve as duas mãos decepadas e foi fuzilado pela ditadura do general Augusto Pinochet, em 1973. Nas ruas de Santiago, milhares entoaram sua música El Derecho de Vivir en Paz

Milhares cantam música de Victor Jara em Santiago, no Chile (Montagem)

A revolução popular que tem levado milhões de pessoas às ruas das cidades chilenas vem protagonizando cenas que ficarão marcadas na história. Nesta sexta-feira (25), milhares de pessoas acompanharam centas de violonistas que tocaram a música “El Derecho de Vivir en Paz”, do artista Victor Jara, que foi preso, torturado, teve as duas mãos decepadas e foi fuzilado pela ditadura do general Augusto Pinochet, em 1973.

O ato foi realizado em frente à Biblioteca Nacional, em Santiago, com centenas de violonistas tocando as canções de Jaras, enquanto a multidão cantava as músicas.

Nos últimos dias, em meio ao toque de recolher determinado por Sebastián Piñera, uma cantora lírica se fez ouvir cantando a canção “El Cigarrito”, também de Victor Jara

Assassinado
Victor Jara é um dos nomes mais importantes da cultura do Chile. Além de poeta, cantor e ativista político, foi professor, diretor de teatro e compositor. Lutou bravamente contra a ditadura sangrenta de Augusto Pinochet.

Após sofrer várias formas de tortura, Jara tombou crivado de 44 balas em 15 de setembro de 1973, poucos dias após o golpe militar de Pinochet. Sua morte ocorreu no Estádio Nacional, em Santiago, que depois do golpe militar foi usado como centro de detenção e tortura. Os restos mortais do cantor, cujo assassinato se converteu em um dos símbolos contra a ditadura pinochetista (1973-1990), estão no Cemitério Geral de Santiago.

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