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20 de novembro de 2019, 19h46

CIDH anuncia visita de urgência à Bolívia, por repressão a indígenas e ameaças a partido de Evo

A missão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, ligada à OEA, está neste momento no Chile, mas fará uma viagem de urgência ao país vizinho, onde afirma haver uma ação de violência contra opositores por parte do governo da autoproclamada presidenta Jeanine Añez

Reprodução/Twitter

A CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) anunciou em um comunicado, nesta quarta-feira (20), que realizará uma visita urgente à Bolívia, entre os dias 22 e 25 de novembro, devido ao que considera como “um risco de impunidade para violações de Direitos Humanos”.

O organismo vinculado à OEA (Organização dos Estados Americanos) condenou a ação das Forças Armadas e policiais na repressão aos protestos realizados no país, e classificou como “inadmissível” o decreto da autoproclamada presidenta Jeanine Áñez que visa eximir de responsabilidade penal os militares que participem das matanças.

Além disso, o comunicado também adverte sobre “as ameaças dirigidas a líderes do governo anterior, parlamentares e dirigentes sociais” ligados ao partido MAS (Movimento ao Socialismo), assim como “a funcionários e dirigentes de instituições independentes do Estado, como os organismos nacionais de promoção e proteção aos direitos humanos”.

O comunicado também se refere a ataques à imprensa: “entre os fatos registrados, se observam ameaças de fechamentos de canais de televisão, detenção de funcionários, queima de instalações de rádios e pressões contra trabalhadores da imprensa”, relata o documento.

O organismo também exigiu que se realize de forma urgente a convocação para novas eleições, e que estas aconteçam em um prazo de até 90 dias.


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