Fórumcast #19
12 de junho de 2019, 12h52

David Miranda, marido de Greenwald, recebe ameaças de morte que podem ter vindo de milícia do Rio

Um dos emails afirma que usará "atiradores de elite para explodir a cabeça da sua mãe", e pede 10 mil dólares em bitcoins para desistir de matá-la. Também faz alusões ao assassinato de Marielle Franco.

Foto: Reprodução/Facebook

Pode ser só coincidência, mas dias depois da revelação bomba do The Intercept, publicada neste domingo (9/6), que colocou em cheque a legitimidade dos processos da Operação Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado David Miranda (PSOL-RJ), marido do jornalista Glenn Greenwald, um dos autores da série de reportagens e principal figura do site, passou a receber mensagens com ameaças de morte e tentativa de extorsão de um grupo paramilitar do Rio de Janeiro.

Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo

Em um dos emails recebidos, os criminosos mostram as informações que sabem sobre a mãe de Miranda, e ameaçam usar atiradores de elite para “explodir a cabeça dela”.

Em seguida, o texto faz referência ao assassinato de Marielle Franco, colega de partido de Miranda, dando a entender que os autores da ameaça também seriam milicianos ligados ao crime da vereadora. “Veja que não deixamos nenhuma evidência forense sobre a galinha preta desossada da Marielle Franco”.

Veja também:  Criança de 7 anos faz oração emocionante no enterro de seu irmão, morto em operação no RJ

No último parágrafo, a mensagem faz uma extorsão, pedindo o envio de 10 mil dólares em bitcoins, que deveriam ser pagos até o final de junho, para evitar o assassinato da mãe. Os autores assinam a mensagem como “UR-MV: Unidos do Realengo – Marcello Valle”.

Segundo os assessores da bancada do PSOL no Congresso, existem semelhanças de estilo entre esta mensagem e a série de ameaças que levaram o ex-deputado Jean Wyllis a desistir do seu mandato – abrindo a vaga que foi preenchida justamente por David Miranda.

Em sua conta de Twitter, o deputado e também jornalista afirma que “esse é só um dos emails que recebi. Não mostramos todo o conteúdo porque é uma das piores coisas que alguém pode ler… Uma pessoa que escreve um email desse é doente, está a solta por aí. Já abri um inquérito na Polícia Federal em março. Até agora nada. Sigo lutando”.


Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum