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10 de fevereiro de 2019, 15h08

Diplomacia brasileira é amadora e medíocre, diz chanceler venezuelano

Afirmação foi uma resposta do ministro das Relações Exteriores da Venezuela ao chanceler brasileiro Ernesto Araújo, que criticou a esquerda mundial por apoiar Maduro

Jorge Arreaza, ministro das Relações Exteriores da Venezuela (Foto: Flickr / Chancelaria venezuelana)

Por Opera Mundi 

Jorge Arreaza, ministro das Relações Exteriores da Venezuela, classificou a diplomacia brasileira de medíocre, pois, segundo ele, está subordinada aos interesses do presidente dos EUA, Donald Trump.

“A diplomacia brasileira sempre foi um modelo para o mundo. Mas em que mãos caiu o Itamaraty Brasil: intolerância ideológica, neomacartismo, ajoelhada diante de Donald Trump, fobia à integração latino-americana, pró-imperialista e notavelmente amadora, muito medíocre”, postou em sua conta no Twitter o chanceler venezuelano.

A declaração do ministro de Nicolás Maduro foi publicada logo depois que o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, também em sua conta no Twitter, publicou que a “A esquerda mundial continua agarrada ao seu grande projeto do momento: manter Maduro no poder, para que continue destruindo seu próprio povo, albergando terroristas e organizações criminosas e espalhando as trevas da opressão para toda a América Latina”.

Na última quinta-feira (7) o chanceler brasileiro se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, na qual discutiram mecanismos regionais para restaurar resolver a crise na Venezuela.

Na mesma quinta Araújo afirmou que a reunião do Grupo de Contato Internacional para Venezuela, realizada em Montevidéu, não é uma iniciativa válida ou útil. “A reunião em Montevidéu a partir de premissas erradas, não considero uma iniciativa válida”, declarou da embaixada brasileira na capital dos Estados Unidos, depois de sua visita oficial ao país.

O Brasil é um dos países que não reconhece Maduro e apoia o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela, que se autoproclamou no dia 23 de janeiro durante uma manifestação da oposição nas ruas de Caracas.

A Rússia, China, México e Turquia estão entre as diversas nações que manifestam seu apoio a Maduro como chefe de Estado legitimamente eleito do país.

O atual presidente venezuelano acusou Washington de estar orquestrando um golpe no país latino-americano, tendo chamado Guaidó de “marionete dos EUA”.


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